domingo, 19 de junho de 2011

Capítulo 7
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Capítulo 5

— Dê a bolsa, moça.

— Essa não.

O mascarado assinalou minha mochila.

— Essa bolsa?

Minha roupa? Queriam minha roupa? Perfeito, estava sendo atacada por um casal de travestis.

Encantador.

O outro homem limitava a nos cercar, e algo nele me era familiar.

Emmett me abraçou com força e incrivelmente eu sabia que nada me aconteceria. Emm me dava essa segurança.

— Já sabem o que estamos procurando.

Puta merda! Eram muito imbecis de acreditarem que eu carregaria os arquivos do projeto em minha mochila “vou-dormir-na-casa-do-Sedutor”.

— Dê a bolsa e ninguém ficará ferido.

Por que deixei as aulas de defesa pessoal? Ah sim, porque era violenta demais e não deixei, fui expulsa.

Em um movimento tão rápido, acotovelei o idiota que estava mais próximo a mim e que até então não havia aberto a boca.

O homem gemeu de dor e seu cheiro foi característico.

O da faca veio em seguida, mas Emmett foi mais rápido arrebatando a arma de sua mão e socando sua cara. O tipo desabou no chão enquanto eu ainda pensava no que fazer com Sam.

Impressionante!

Quando dei por mim, Sam já estava na minha frente. Meu ataque foi mais rápido que o dele então pisei em seu pé, golpeei seu nariz e o finalizei com um chute no saco.

Obrigado, Gracie Hart!

Não tive tempo de comemorar, aquele filho da puta puxou minha mochila e desapareceu na escuridão da noite.

Tanto trabalho e o idiota levou minhas calcinhas. Agora era mais que claro sua maldita atenção em mim... Nada de corpinho gostoso ou beijos saborosos, mas um apartamento cheio de fórmulas...

Quem diria, meu cerebro valendo mais que meu corpo... Como sempre!

Olhei para Emmett que pegava o celular. O outro encapuzado já havia aproveitado para fugir, enquanto Emmett tocava meu corpo, como se procurasse algum machucado.

— Está bem?

— Claro.

— E você?

— Sim. MAS onde demônios aprendeu a fazer isso?

Homens...

— Semana passada tive um encontro com Hägen Das e Miss Simpatia 2: armada e perigosa.

Emmett franziu os olhos em outra prova clara que homens são insensíveis.

— Repete isso? Desta vez em cristão, se não se importar.

— Hägen Das é uma marca de sorvetes, e Miss Simpatia 2, um filme de Sandra Bullock. Utilizei a técnica especial de Gracie Hart: plexo solar, pés, nariz e virilha.

— Puta merda mulher... Me lembre de nunca te fazer cócegas.

Como se ele quisesse fazê-las.

— Temos que chamar o detetive.

— Por que precisa dele aqui? Foi apenas um furto…

— Bom, porque sei quem é o responsável por tudo isto.

— Sério?

— Sim. Sam.

— Sam? E como sabe que foi ele?

— Por seu fôlego. Poderia identificá-lo a quilômetros de distância. Ô bafo impagável.

Emmett me olhou como se acabasse de lhe contar que havia descoberto um novo elemento químico.

— Não estou louca, Emmett.

— Não vimos seu rosto, Rosalie. Não podemos identificá-los. A menos, é obvio, que a ponham em uma roda de bafos.

— Boa idéia. Dê-me o telefone.

Tocou duas vezes antes que o detetive Mike atendesse. Enquanto explicava o ocorrido, Emmett trocava de perna e olhava para todos os lados. Algumas vezes chegou a me rodear a cintura como se formasse um escudo em torno de mim. Durante toda a explicação, Mike não abriu a boca, até que tomei fôlego e ele me confirmou:

— Farei uma visita, mas necessitarei mais provas que seu fôlego, Rosalie.

A merda! Eu sempre fui eximia em cheiros... Perita em detectar o olor de cada

— Não se preocupe, nem tudo está perdido. Encontramos uma digital em seu apartamento e estamos trabalhando nela.

E logo desliguei.

— Vamos entrar antes que eles percebam que deixaram seus sapatos para trás, embora algo me diga que eles não voltarão, ainda mais depois da sua demonstração de Jackie Chan. Vai segurar as bolas pelo resto de seus dias.

Assim que entrei em seu apartamento, deparei com algo inesperado. Talvez seu comportamento era de um playboy bagunceiro e conquistador, mas sua casa não refletia isso.

Talvez embaixo daquela fachada de sex lover, se escondia um homem profundo e sincero… Talvez um cientista estranho como eu.

— Vou deixar suas coisas no quarto.

Sua voz em meu ouvido, fez com que todos os pelos do meu corpo se arrepiassem novamente. Era tão malditamente gostoso que até sua voz me deixava em êxtase.

O segui por um corredor simpático, até que ele abriu uma porta e me indicou para entrar.

Uma cama maravilhosa e vestida por um edredom azul cobalto, era perfeita. Me atrevi pensar em quantas haviam suspirado e delirado nela.

Merda Rosalie, está deixando se levar por merda.

De repente um intenso cansaço me arrebatou. Bocejei e encolhi os ombors, que logo reclamaram de dor. Merda! Havia me machucado quando bati em Sam?

Emmett POV

Como controlar a maldita vontade de dizer que era a primeira a entrar?

Ela estava cansada após dar uma Shena – A princesa guerreira, enquanto eu, o macho, o alfa, o forte, havia ficado parado observando sua graciosidade em derrubar aquele mascarado.

Está fodido emm. A mulher é mais que forte. É perfeita!

Uma careta de dor, bastou-me. Aproximei de Rose e passei a massagear seus ombros.

Quantos dias já havia deixado de olhar para outras? Quantos dias dispensando todas as mulheres do meu antigo caderninho?

Essa maldita Princesa do Gelo havia me dominado apenas com sua gentileza escondida. Os minutos que passamos juntos no restaurante, só me deixaram mais encantados.

Passamos tão bem o dia… Claro que ainda tinha minhas dúvidas em relação ao inibidor que corria em meu corpo, mas mesmo assim, eu tinha vontade de tomá-la em meus braços e beijá-la ternamente.

Merda! Minhas mãos deslizaram a mais que o ombro e logo me recompus. Agora não era uma boa hora de agir como Sedutor.

Rosalie respirou fundo e a tensão em seus ombros pioraram. O que ela estava pensando que a fazia ficar tão dura contra meu corpo? Seria nossa proximidade?

— Está muito tensa.

Ela pareceu se assustar com minha voz e eu sabia que não demoraria a tomar consciência de que havia reagido a um assalto.

— Pode ser que seja da cotovelada que dei no Sam.

— Entre uma coisa e outra, hoje recebeu uma boa surra, verdade?

— Poderia-se dizer que tive dias melhores, mas ao menos você não é o responsável por todos os meus machucados.

Seu sorriso me fez sorrir em concordância, mas agora estava na hora de cuidar dessa mulher.

— O que acha de um banho quente? Ajudará a se sentir melhor.

Rosalie me encarava como se eu tivesse acabado de propor conquistarmos a Lua.

Ela realmente estava a passos de surtar.

— Vamos. Prepararei seu banho.

Levei-a até a borda da banheira enquanto ajustava a temperatura da água. Ela estava mais relaxada, me arrisco a dizer que estava até prazeirosa por estar com os pés em contato com a água.

— Assim está bem. — A temperatura morna era a melhor. — Vou buscar uma camiseta para que possa se trocar em seguida. Volto em um minuto.

Antes de sair, acendi algumas velas que mantinha no banheiro. Esme havia ajudado a decorar o apartamento e sempre dizia que velas eram boas como aromatizador do ambiente.

A suave luz das velas criava uma iluminação cálida e tênue, com a temperatura da água morna, não tinha dúvidas que Rosalie descansaria seus músculos e sua cabeça.

Fui buscar uma roupa enquanto sabia que ela estava se banhando. Meu corpo estava tenso e, óbvio, o Pequeno Emmett havia acordado com a menor possibilidade de ver Rosalie nua em minha banheira.

Pensei em fazer algo para ajudar aos nervos, mais aos meus do que aos dela, e logo fui até a cozinha achar algo para acalmá-la. Em instantes caminhei de volta ao banheiro.

NOC. NOC.

— Entre.

Uma simples palavra colocou a postos novamente aquele que eu havia demorado alguns minutos para controlar. Merda Rosalie, me põem duro em segundos.

— Está decente?

Dependia apenas da sua resposta para não quebrar minha própria porta do banheiro e possui-la aos berros.

— Estou nua.

Merda!!

Respirei profundamente. Segure-se! E abri a porta.

Não estava preparado para a imagem de um Rosálie brincando com espumas, que para meu azar, cobriam as principais partes de seu corpo.

Engasguei com a cena enquanto ela parecia estar relaxada.

— Pensei que gostaria de uma xícara de chá. Sei que você gosta de tomar uma antes de se deitar.

— Ah, sim? E como sabe disso?

— Quando ficamos trabalhando até tarde no laboratório, sempre tem uma xícara de chá perto.

— Obrigada.

— De nada.

Entreguei a xícara e meu corpo relutava em deixá-la sozinha. Logo sentei na beira da banheira.

Concientemente ou não, Rosalie agarrou a xícara e levantou-se, deixando seus seios a mostra do pequeno Emmett que obvio, respondeu de imediato.

— Mmm. Está muito bom.

Seu sussurro me torturou como cadeira elétrica e não resisti em tocar sua pele. Deixei minha mão se afundar na água quente e em seguida lhe acariciei a nuca. Senti todos os seus pelos se arrepiarem e seu corpo tremer de prazer.

Droga! Não era certo. Estar ali me entregando ao desejo de fodê-la firmemente era errado. Eu queria sim, mas não dessa forma.

Rosalie ainda estava com os olhos fechados e a boca semi aberta esperando talvez pelas minhas atitudes passadas de tomá-la com gosto, mas fui mais firme, ela merecia mais de mim.

Levantei de sopetao e com isso ela arregalou os olhos para mim. Um relampejo de luxuria percorreu seus olhos e fiquei em dúvida se ela me queria mesmo ou era apenas e tão somente isso, luxuria.

— Deveria descansar um pouco. É tarde e hoje já lhe aconteceram muitas coisas… Além disso, amanhã temos muito trabalho. Deixei uma camiseta sobre a cama…

Descanse.

Eu falava mais para mim, do que para ela.

Rosalie POV

Assim que a porta se fechou eu soube: meus piores medos se converteram em realidade. Não só não estava interessado em mim, mas também sequer gostava.

Os efeitos do potenciador tinham controlado suas ações.

Um nó se formou em minha garganta e relutei em deixar as lágrimas escaparem. Seria inútil tentar abandonar o sentimento agora, que já havia deixado dominar meu coração.

Burra! Mil vezes Burra!

Antes ser chamada de Princesa do Gelo, do que mais uma do Sedutor.

A quantas tinha visto ligarem chorando por ele? Milhares, mas não... Não consegui deixar de lado esse tolo sentimentalismo...

Mil vezes Burra.

Sai do banheiro e me joguei com tudo na cama, apagando as luzes. A cama era dele, com cheiro, calor e formado. Tudo que inspirava lembrava de emm.

Seria impossível sair dali intacta.

Enterrei o rosto no travesseiro e inspirou. Merda de aroma de homem, de Emmett, que impregnava tudo.

Como se permitira acreditar naquela esparrela? Entre eles não havia nada. Não era mais que um simples experimento científico. Queria não ter abandonado as aulas de defesa pessoal assim chutaria minha própria bunda.

— Como está? Precisa de algo?

Puta merda que susto.

Olhei para a porta e estava ali apoiado contra o batente, com as mãos nos bolsos e aquela expressão tão atraente no rosto.

— Não. Estou bem.

Isso Rosalie, mandou bem... Firme e forte. Espere voltar para aquele apartamento zoneado para sentir algo além de pena sobre si.

— Que tal o galo? Ainda te dói?

— O inchaço quase desapareceu.

Repentinamente recordou as formas que Emmett tinha aliviado outro inchaço totalmente distinto daquele essa mesma tarde, na casa do diretor.

Ele cruzou o quarto e sentou-se ao meu lado na cama.

Tentei manter uma postura mais “nem ligo para seu cheiro e corpo fodidamente gostoso” e passei o braço sob minha nuca, me elevando um pouco mais.

— Me alegro de que não tenha sido nada.

E suas mãos me tocaram desmanchando o gelo que já havia reconstruído. Assim que seus dedos ajeitaram uma mecha por detrás da orelha, controlei o ronronar que estava prestes a soltar e pigarreei.

— Considero um pequeno preço que devo pagar por salvar os arquivos do projeto. Não quero que ninguém aperfeiçoe o inibidor antes de nós.

— PUTA MERDA! Rosalie! Quase me esqueci de dizer que o inibidor funcionou em Clyde.

— TÁ TIRANDO COM A MINHA CARA EMMETT??? — Ele sacudiu a cabeça sorrindo. — Deus, isso é fantástico. Certamente o conselho aprovará a subvenção assim que virem os resultados.

E o sorriso se foi.

— Não estou tão seguro. Os efeitos secundários podem ser diferentes nos humanos. Acredito que deveríamos prová-lo outra vez em nós, só para estar completamente seguros.

— Merda! Tem razão. Será melhor que tenhamos todas as bases cobertas e todas as respostas preparadas antes de apresentar os resultados. Administrarei em você uma dose amanhã pela tarde.

E então ele puxou a coberta e se abaixou, me dando um beijo na testa.

Ok! Eu perdi algo aqui?

Em três passos cruzou o quarto chegando a porta e se deteve, enquanto eu ainda pensava no que estava acontecendo.

— Não faz falta que não vá ao laboratório pela manhã. Trabalharemos em casa. Vou até lá recolher o inibidor e provaremos a estabilidade dos efeitos secundários.

— Pode injetar em si mesmo?

— Não, mas Alice já sabe o que fazemos, então pedirei a ela.

Assim que a porta se fechou, minha respiração parou.

OH, Deus. Tenho que falar com Alice antes que faça alguma estupidez... Algo como trocar os tubos.

Programei o despertador de Emmett para tocar as cinco da manhã e ter tempo suficiente para falar com aquela anã safada e me deixei levar por aqueles lençóis maravilhosos.

Meu corpo reclamou com os barulhos externos. Mas que porra de passarinho é esse?

Abri os olhos revoltada e com vontade de ensinar aquele maldito passarinho que antes das cinco da manhã não se acordava ninguém, mas a surpresa foi minha ao olhar para o relógio e ver que passavam das dez e meia!

MERDA!

Levantei rapidamente, vesti umas sapatilhas que havia deixado ao lado do criado mudo. Peguei o robe de Emmett que estava pindurado na porta e sai a sua procura.

Avancei pelo corredor, penteando o cabelo com os dedos.

— Emmett? Está aí?

Na cozinha, encontrei sua nota sobre a mesa.

Rose,

Fui ate o laboratório.

Encontrará café quente a sua espera na cafeteira e pão fresco no balcão lateral. Suas frutas estão na geladeira, espero ter acertado as favoritas.

Sirva-se e coma algo, por favor.

Emm.

Ele não precisaria ter assinado. Imediatamente reconheci sua letra e a graciosidade de se ater em procurar frutas para mim.

Enquanto tentava pensar se abraçada a nota ou apenas a descartava no lixo, o telefone soou. Receosa, atendi ao telefone, que estava largado sob várias almofadas no sofá.

— Alô.

Caminhei de volta a cozinha buscando uma xícara. Precisaria de toda cafeína que conseguisse ingerir para pensar em uma saída plausível.

— Rosalie? Te acordei? Espero que não.

Meu corpo convulsionou com sua voz rouca e forte.

— Não. Estava a ponto de me servir uma xícara de café.

— Estou a caminho de casa e queria saber se precisa de algo.

Meu coração parecia sair pela boca. A simples menção de “casa”, fez com que minha inventiva e frágil imaginação, já nos visse como um casal, compartilhando o lar. As tardes a sós depois de um comprido dia de trabalho no laboratório… Cair na cama cada noite e fazer amor apaixonadamente…

Merda não!

— Preciso falar com Alice.

— Não estou no laboratório. Estou no carro, a um quarteirão do apartamento.

Deus pai. Estava próximo e Alice podia ter…

— Injetou o inibidor?

Sua mutês fez com que eu começasse a ofegar. Qual duvida haveria em responder?

— Sim.

— Alice quem te injetou?

— Sim.

Deus!

— E como… Como se sente?

Sua respiração sôfrega contra o aparelho me pos em um estado de nervos tremendo.

— O que está vestindo, Rosalie?

Meu Deus, certamente que Alice tinha trocado os tubos! Onde que Emmett falaria tão fodidamente sexy assim comigo?

— Acabo de estacionar. Agora subo.

O barulho do desligar nunca foi tão apreensivo.

O aroma de Emmett estava mais forte que nunca, talvez por eu estar com seu robe, mas ainda sim, pensei em tudo que poderia fazer: impedi-lo de chegar até mim, me fechando no quarto, mas talvez uma só porta não segurasse aquela montanha de músculos.

— Olá.

Não havia me dado conta e nem sentido sua presença até me deparar com seus olhos.

— Olá.

Reconhecia perfeitamente aquele olhar em seus olhos. Era escuro e selvagem como de um lobo, o olhar de um animal indomável espreitando sua presa. Eram os mesmos olhos que havia quando nós fizemos amor com os dedos e a língua.

— Está bem?

A cada milésimo de segundo ele se aproximava ainda mais de meu corpo.

— Em realidade, não.

— O que sente?

E no segundo seguinte suas mãos estavam em minha cintura e sua boca estava sobre a minha… Merda! Além da sua língua deliciosa, a outra coisa que conseguia sentir era sua ereção contra meu estomago.

Consegui me afastar dele com sofreguidão. O famoso querer e não poder. Como podia fazer amor com ele assim? Ainda mais sabendo que é por conta do potenciador…

— Certo, percebo qual o problema. A dose não fez efeito. Talvez devêssemos ir ao laboratório e reavaliar a análise.

Ele estava exalando sexo e era notável a luxuria por todos os seus poros. Deus! Isso está mais potente que nunca.

— Está funcionando, Rosalie. Tudo está ocorrendo como deve ser.

O que ele queria dizer com isso? Minhas pernas tremeram pela imagem dele realmente falar a verdade. Estava ou não estava funcionando?

Sua expressão era de pura luxuria e seu corpo tenso com o não tão pequeno Emmett está duro como pedra. Não! Isso estava errado, não estava funcionando.

Minha mente vagou no momento em que suas mãos tornaram-se mais pesadas em minha cintura e seus olhos fixaram em minha boca. Sua língua percorreu os lábios enquanto eu repetia seus movimentos.

— Deixa que te faça amor, preciosa.

Deus! Minha mente parecia nublada e minha boca se recusava a pronunciar uma misera silaba, quiçá um gemido.

Suas mãos acariciando minha bochecha, minhas pernas derretendo e as mãos tremulas… Todos os sintomas de uma maldita necessidade de ter Emmett dentro de mim. Eu estava em pleno estado de luxúria incontrolável e o sinal foi claro, assim que suas mãos subiram até o contorno dos meus mamilos.

Eu sabia! Sabia que tínhamos ido longe demais com tudo isso.

Alice com a troca. Eu com a permissividade e Emmett com esse desejo por sexo ilimitado.

FODA-SE!

O que estava a ponto de fazer não era o mais inteligente que já tinha feito na minha vida, mas não pude segurar. Estiquei p braço e acariciei seu cabelo, puxando sua boca para a minha.

Já fui por tempo demais classificada como Princesa de Gelo e abdiquei tempo demais as minhas necessidades.

Puxei a corda do robe e deixei que deslizasse por meu corpo até o chão.

— Faça amor comigo, Emmett.

Apertei-me contra seu corpo e deixei que minhas unhas passassem por suas costas com intensidade suficiente para lhe arrancar alguns gemidos.

E lá estava sua boca.

Que aconteça o que tiver que acontecer.

Emmett POV

Deus é Pai e o Batman é meu herói!

Não fazia nem um minuto que sentia seu corpo nu contra o meu e a sensação dela ali, tão sensual e tão preciosa, com meu robe e suas sapatilhas, senti que havia praticamente tomado um soco no estomago.

Era um desejo além do convencional, era algo animal me arrisco dizer. Rosalie é minha fêmea. Com a combinação perfeita de inocência e sedução, uma mescla explosiva que provoca em mim a necessidade urgente, quase dolorosa, de lhe fazer amor.

Afastei alguns centímetros ainda fixando sua boca, puxei a barra da camiseta. Merda!

— Deus, Rosalie, não está de calcinhas.

Aproveitei a insanidade conjunta e deslizei meus dedos por aqueles cachos molhados. Rosalie suspirou quando eu acaricie seu clitóris e mexi naquela gostosura que estava babando.

— Me roubaram.

E ela teve coragem de praticamente sussurrar isso contra minha orelha me pondo mais louco que nunca. O remédio? Nenhum, apenas tomar aquela buceta encharcada com meus dedos, fazendo com que ela gemesse imediatamente.

— Me bota descontrolada.

— Graças a Deus.

E no instante seguinte, me senti como um pequeno coelho sobre o olhar de uma perigosa águia.

— Emmett, está muito vestido. Preciso tocar sua pele.

E agora era eu quem tremia frente a sua necessidade vociferante de me despir.

Claro que no momento em que ela tocou o “pequeno” ficou absurdamente mais faminta. Seus olhos se reviravam enquanto eu tentava não gozar apenas com seu olhar. Tornou-se impossível não reagir quando Rose passou a língua entre os lábios.

Abaixei e peguei uma camisinha na calça, logo a vestindo. Seu olhar seguiu perdidamente…

Rosalie estaria com medo?

Assim que a peguei novamente, fazendo com nossos corpos se chocasse, ela ofegou.

Merda!

Ela estava mais do que úmida, praticamente babava na cabeça do meu pau. Agarrei sua cintura e logo trouxe sua perna para minha cintura em meio a uma mordida em seu pescoço.

— Me rodeie com as pernas.

Não queria, mas a voz saiu em tom de ordem, e para minha maior infelicidade, Rosalie gemeu. E não é que a princesa do Gelo, gosta de ser dominada?

Seguramente que um segundo mais tarde, sua boca colava a minha violentamente, demonstrando que o desejo não era apenas meu, afinal sua perna subia na altura da minha cintura.

— Rosalie, não posso parar…

— Não quero que o faça…

— Queria que a primeira vez que fizéssemos amor fosse lentamente, com ternura. Merece isso.

— Teremos tempo de fazer amor mais tarde, Emmett. Agora quero que me foda…

— Está certa? Queria me assegurar de que você gozasse primeiro.

— Caralho Emmett, gozarei! Mas agora, me fode, porra!

E com a doçura necessária vinda de Rosalie, investi com ferocidade, sentindo todo seu interior se expandindo para abrigar meu pau que agora estava mais que envolto em uma gruta transbordando umidade.

Arranquei a maldita camiseta sem lhe dar tempo para que se acostumasse com o “pequeno” e passei a entrar e sair de entre suas pernas, alternando apenas a intensidade da possessão.

Rosalie ofegava enquanto apanhei seu mamilo entre os lábios e passei a mamá-la como um bebê faminto. Deixei que meus dedos apertasse seu outro mamilo, deixando-o firme e duro para mim.

— Mais… mais… por favor… Emmett!

Investia com tanta força que sentia meus testículos se chocaram contra a suave pele de suas nádegas. Pelo olhar em seus olhos e o rubor em suas bochechas, era evidente que Rosalie estava a ponto de alcançar o clímax.

Ela fechou os olhos.

Meu coração se sobressaltou triste com sua atitude, como se me fosse privado chegar ao cume com ela fechada para si.

— Não, preciosa, deixe que te olhe enquanto goza. É tão bonita. Deus, a quero tanto…

Rosalie abriu os olhos e se encontrou com os meus. Sua boca se abriu, mas nenhum som se fez.

A merda toda foi sentir sua mão avançando em seu corpo, buscando seu clitóris. O gemido que escapou da minha garganta arrancou um sorrisinho safado de Rosalie, que estava consciente de que ela me deixava louco ao fazer isso.

De repente o corpo de Rosalie ficou tenso e de seu sexo emanou um líquido doce e quente que bezuntou meu pau.

— Essa é minha garota.

Se eu sentia que meu pau estava a toda antes, nesse momento senti como se duplicasse de tamanho. O sangue e o ar já começavam a me faltar, na constante que eu bombeava com força entre suas pernas.

Rosalie enterrou sua cara em meu pescoço e seu quente fôlego contra meu suor bastou para me deixar mais próximo ao homem das cavernas que existia em mim. A cada empurrada sentia que ela vinha novamente, contraindo mais e mais meu pau, como se o ordenhasse. Seus braços rodearam meu pescoço…

E nossos gemidos devem ter sido ouvidos até por Esme.

A sensação era mais que intensa. Nunca havia sido “ordenhado” como Rosalie fez comigo.

Permaneci imóvel dentro dela durante alguns minutos, embora parecesse horas. O fôlego foi voltando a sua normalidade.

— Emmett? – Rosalie quebrou o silêncio.

— Mmm?

— Não sinto as pernas.

— Sinto muito.

Assim que a soltei, senti como se segurasse uma gelatina.

— Acredito que preciso me sentar antes que caia ao chão.

E antes que ela pudesse se dar conta a carreguei em meus braços até o sofá. Sentei-me ao seu lado e continuei a acariciar e admirar sua face rosada e viva.

— Rosalie, tenho que te confessar algo.

— Eu também.

— Certo, comece você.

Seus lábios tremeram e minha dúvida era uma só: Rosalie me rechaçaria ali mesmo?

O que havia de tão ruim para que ela me olhasse tão tenebrosa assim?

Rosalie tomou minhas mãos entre as suas e começou a acariciar meu dedo com os seu. De repente sabia que minha silenciosa pergunta seria respondida, afinal ela me encarou.

— A fórmula não falhou.

— Não?

— O que corre por suas veias não é o inibidor, mas sim o potenciador.

Eu queria gargalhar contra o que Rosalie falava, mas como profundo conhecedor da Princesa do Gelo, era melhor deixá-la falar.

— Alice trocou os tubos. — E lá estava o momento que eu deveria falar algo, com as sobrancelhas curvadas e o canto da boca parecendo um alinha fina apenas, era o momento em que ela esperava uma reação minha.

— Tem feito isso? E por quê?

— Porque lhe disse que queria acabar o que tínhamos começado e ela me disse que trocasse os tubos outra vez, mas me sentia incapaz de te fazer algo assim. É verdade que considerei a possibilidade uma vez, ou duas, ou um milhão, mas não o fiz. Sendo assim, suponho que ela tenha feito, do contrário não teria se excitado de novo.

O quê? Rosalie insinuava o quê?

— Queria acabar o que tínhamos começado?

— Sim. Bom, não teria se deitado comigo se Alice não tivesse trocado os tubos.

— Isso é tudo?

A mão que estava sobre a coxa de Rosalie se tornou pesada. Tirei-a e coloquei por trás da nuca, tentando lidar com o peso que agora estava sobre mim.

Ao mesmo tempo, Rosalie se fechou completamente, cruzando os braços e as pernas, como se o que tivesse falado houvesse me agredido de alguma forma.

— E por que pensa isso, Rosalie?

— Porque sou um tipo estranho, um rato de biblioteca, e não uma dessas mulheres macarrão com as quais gosta de sair.

— Suponho que agora seja minha vez de confessar.

— Adiante.

— Alice não estava no laboratório esta manhã. Telefonei para lhe dar o dia livre.

E lá estava a Princesa de Gelo, rígida, fria, distante e perplexa.

— Mas me disse…

— Sei, e sinto muito.

— Então, quem te injetou o soro?

— Ninguém.

— O que quer dizer?

— Que não me injetei o soro.

— O quê?

— Não tomei nada.

— E por que não?

— Porque parece que eu gosto dos insetos estranhos. Um em particular…

Rosalie parecia a cada palavra, mais pálida, mais afastada, mais… Temerosa.

— E esse inseto é você, minha doce Rosalie. Queria acabar o que havíamos começado.

Rosalie POV

Meu coração estava a boca.

Emmett realmente estava dizendo que não havia se injetado nada? Que realmente me quer?

— Não te entendo…

— O que é o que não entende? Já te disse que te quero.

E lá estavam aquelas mãos fortes acariciando meu rosto.

Meu coração dava saltos gigantescos que eu tinha certeza que se abrisse a boca, ele sairia afora. A respiração já não acompanhava meu desespero.

— Estou confusa. Ontem de noite estava nua em sua banheira tratando de te seduzir e foi como se nada houvesse para você.

— Tentou me seduzir?

— Sim. — Levantei as mãos para o ar em uma indignação tremenda. — Certo, não me saí bem com isso. Dê-me um desconto, era minha primeira tentativa.

— Rosalie, queria te demonstrar que não sou um simples playboy obcecado com o sexo. Também me interessam outras coisas… Bom, não muito, mas… Poderia ter dito que estava louco por você, mas teria acreditado? Você mesma disse que era um playboy, que meus antecedentes eram bastante turvos. É uma garota pronta, Rosalie. Pensei que não acreditaria uma só palavra que saísse de minha boca, porque a mim mesmo custaria acreditar.

— Possivelmente tenha razão.

— Se mantive certa distância de você é porque queria te demonstrar que me importa. E não só por esse corpo tão incrível que tem, mas também porque é você. Queria te demonstrar quão bem podíamos passar juntos, fora de um quarto. Você tem aberto meu coração e me ensinou que posso amar.

Ele dizia de amar da mesma forma que eu dizia temer. Emmett realmente estava dizendo a verdade.

— Sempre suspeitei que houvesse algo mais em você. Só precisava ter fé em si mesmo.

— E você também tem que confiar em você mesma, Rosalie — disse — Adoro seu corpo cheio de curvas e também sua mente. Não há nada mais sensual que uma garota de ciências… E também, que a partir de agora, penso eliminar o macarrão de minha dieta.

Eu queria gargalhar… Gargalhar, pular, saltar, me entregar… Emmett estava ali dizendo que me queria, dizendo que largaria a futilidade por qualidade.

— É obvio que estaria mentindo se te dissesse que quando a vi nua na banheira não pensei em sexo, molhado e espumoso…

MERDA! Se não era o mesmo que estava pensando agora mesmo.

— Mmm... Sexo molhado e espumoso. Nunca provei isso.

E no instante seguinte, senti sua mão secando a lágrima que não havia reparado escapar. Estava feliz, minto, estava em jubilo por ser correspondida.

— Bom, pois não tem nem ideia do que está perdendo…

— Talvez devesse me dar aulas.

Falei já em meio a risadas que escapavam em contraste as lágrimas de felicidade que continuavam a escorrer.

Assustei quando senti as mãos de Emmett me rodearem e me erguerem. No instante seguinte, estávamos a caminho do banheiro.

— Será um prazer.

— Agora que penso, nunca fiz na ducha, nem sobre a mesa da cozinha, nem em um elevador, nem em um avião, muito menos em um carro, ou no laboratório…

— Menos Rosalie, não sou mais que um homem. Temos o resto de nossas vidas para fazer todas essas coisas.

Era apenas um homem. O meu homem. E finalmente entendi toda a minha frustração passada.

— O único homem para mim: Eu te amo, Emmett Cullen.

— Também te amo, Rosalie Cullen.

Como?

— Emmett…

— E é a única mulher para mim. Quer se casar comigo?

Meu coração falhou na medida em que meu sorriso aumentou.

— Com uma condição.

— Sério?

— Sim. – Sorri para ele e obtive seu sorriso em retorno. - Nunca mais voltaremos a provar o inibidor de libido em você. Não quero ter que passar uma só noite sem fazer amor contigo.

— Trato feito.

*.*.*.*.*.*.*.*.

Algum tempo depois…

Emmett POV

Rosalie dava voltas pelo laboratório, nervosa, alisando com as mãos a saia negra até o joelho que vestia. Estava cada dia mais linda, e eu tinha uma parcela de culpa.

Quem diria que o melhor tratamento de pele seria noites e mais noites de puro e forte sexo?

Ok, não arriscaria a dizer isso em voz alta, enquanto ela tentava não roer as unhas após apresentarmos os resultados do inibidor.

Suas mãos tratavam de soltarem aqueles cachos que eu adorava ter em minha mão. Caidos em cascatas por suas costas, Rosalie estava mais que sensual naquele traje azul marinho que havia escolhido para ela, junto com os sapatos para o casamento.

Quem diria que eu conseguiria levar a senhora Princesa de Gelo ao altar em menos de seis meses?

— Relaxe, Rosalie. Encantou-os.

Ela sorria, mas no fundo precisava era relaxar.

Caminhei até ela e a abracei. Embora ela sempre me afastasse durante esse tempo, agora ela não havia me rechaçado.

— Crê que aprovarão o pressuposto apoiando-se unicamente nos resultados de Bonnie e Clyde?

— Passarão no pressuposto apoiando-se no brilhantismo de sua fórmula, Rosalie.

No segundo seguinte, Alice aparecia na porta.

— O diretor quer ver os dois em seguida.

— Chegou a hora. Pronta?

— Vamos.

Alice nos desejou boa sorte. Uns minutos mais tarde nos detivemos frente ao escritório do diretor. Batemos juntos.

NOC… NOC…

— Entre.

Tinhamos, entenda como Rosalie tinha, decidido manter nossa relação em segredo, ao menos até que conhecessem os resultados, assim ela soltou minha mão. Edward não gostava das confusões entre empregados e ela não queria que nada interferisse com a subvenção, com futuras propostas ou com nossa capacidade para trabalharem juntos, se é que essas novas propostas eram bem acolhidas.

Assim que entramos, Edward estava inexpressivo atrás de sua mesa. Sentamos lado ao lado em sua frente. Percebi que Rosalie permanecia nervosa, já que não parava de balançar os pés e apertar as mãos até que os nós tornassem-se brancos.

Edward estava apoiado no respaldo de sua cadeira de pele marrom, que rangeu sob seu peso, e nos olhava atentamente.

— Só para mantê-los ao dia, Sam foi preso. Encontraram sua bolsa no apartamento de Sam. Isso e a digital do apartamento foram suficiente para acusá-lo formalmente.

Rosalie apenas sorria e minha primeira reação foi anotar mentalmente uma visitinha a Sam na cadeia… Talvez eu demonstrasse a ação física de um corpo atravessando as grossas barras de ferro da cadeia.

— Os da AdTech se inteiraram de que estavam trabalhando em um projeto Top secret, assim infiltraram Sam aqui para que espiasse. Com alguns conhecidos, não passou por verificação curricular alguma. Mas, enfim, te devo uma desculpa, Rosalie. Sinto que entraram em seu apartamento e sinto que fico em meio a fogo cruzado.

— Obrigada.

E lá estava o primeiro deslize da Princesa de Gelo.

Edward nem ao menos me olhara, apenas assentiu ante isso e pegou uma pasta que estava sobre a mesa.

— Bom, estou seguro de que estão mais interessados em conhecer a decisão do conselho que em falar do Sam.

Assentimos firmemente e o deixamos falar.

No segundo seguinte, os pés de Rosalie acariciavam minhas panturrilhas em outro sinal claro de nervosismo.

— Esse pequeno reverso não foi em detrimento de suas carreiras. Felicidades, o conselho aprovou a subvenção. Impressionou-os a apresentação, o trabalho duro, a dedicação completa ao projeto e os resultados positivos em Bonnie e Clyde.

— YUPI!

Rosalie já não era a mesma, e agora dava mais pistas da felicidade excessiva que eu estava lhe causando, modéstia a parte.

— E a proposta? – Tive que perguntar.

—Também aprovada. Podem começar com as provas preliminares para achar a fórmula para prolongar o prazer neste inverno. Bom trabalho, aos dois. Vão contar aos outros.

Levantei e puxei a cadeira para Rosalie. Ainda estava em êxtase. O projeot aprovado, nosso casamento a caminho… Tudo as mil maravilhas.

— Ah, e Emmett, uma coisa mais…

— Sim?

— Não pense em voltar a pisar em meu lavabo. Não aprovo esse tipo de relação entre colegas de trabalho.

O sorriso de Rosalie desapareceu imediatamente e, meu primeiro pensamento, foi em fazer algo para aplacar a vergonha que estava lhe causando.

— Merda senhor. Sinto muito.

Desejando poder sair daquele escritório, metia as mãos na maçaneta como se fosse minha vida. Rosalie permanecia estática atrás de mim.

— Uma coisa mais. - As palavras do diretor abortaram de novo a fuga.

— Se voltarem a provar alguma droga em vocês mesmos sem consentimento escrito e sem ter os resultados preliminares com os ratos, ponho-os de quatro na rua. Entendido?

Eu apenas olhei para Rosalie e sabia que ela ainda iria me dar uns tapas pelas “minhas” insanidades. Mas minha cabeça ainda dava voltas.

— Mas como…?

— Meu trabalho é saber tudo de todos. Agora, vão celebrar. Bebam. Comam algo. Façam o que for que façam os jovens de hoje em dia. Mas isso sim, não se metam em problemas.

Assim que consegui tirar Rosalie do escritório e estava praticamente fechando a porta e sentindo que apanharia da minha futura esposinha, fomos surpreendidos novamente…

—Ah, e Rosalie…

Rosalie POV

Mas que merda! Edward tinha quantos mil olhos para saber tudo que se passava em nossa vida também?

Eu ainda faço picadinho dessa mania de Emmett e banheiros.

Assim que pus meus pés fora daquela sala senti que desfaleceria a qualquer minuto, até ouvir novamente o chefe me chamar.

Frita... Eu estava frita!

— Sim?

— Felicidades por seu casamento.

Eu sabia. Sabia que o maldito apelido Pit Bull não era a toa.

— Obrigada.

— Isabella e eu esperamos receber um convite.

Emmett agarrou minha mão me puxando para longe daquela situação mais que constrangedora.

— Podem contar com isso, afinal serão padrinhos.

E a ultima visão do pit Bull sorrindo até as orelhas, me deixou crente: ele não passava de um gatinho.

Alguns meses depois...

O banquete de bodas tinha começado fazia pouco mais de uma hora e estava em plena ebulição.

- Olá, está decorando um brinde?

- Sim e não me interrompa, moço.

- Você os conhece a tempo?

- Não sabe que sou a Assistente pessoal de Rosalie e Emmett no laboratório?

- Ah, então é mais um nerd.

Eu caminhava com Emmett ao meu lado, quando escutamos um pouco da discussão de Alice com Jasper. Apertei suas mãos.

- Eles fariam um ótimo par, se Alice não fosse tão fria... - Sussurrei em seu ouvido.

- Ei Alice?

Emmett não deixaria passar em branco minha dica.

- Oh, já estão de partida chefe?

- Não pequena… Ainda não nos despedimos da família. Este, inclusive, é meu irmão... Aprendi tudo que sei com ele.

E pronto, lá estava Alice praticamente suspirando e sorrindo com todas as pérolas de sua boca para um Jasper que praticamente nos agradecia com os olhos.

Sem deixar de rir, olhei para Emmett. Meu marido.

Marido. Não podia evitar sorrir cada vez que me ouvia dizer esta palavra.

De novo ele pareceu ler minha mente, porque piscou o olho, fazendo com que meu corpo entrasse em ebulição imediatamente.

Não podia ser mais feliz. Começamos a nos despedir de todos para finalmente nossa sonhada lua de mel na Russia.

Russia, fria e congelante Russia. A mesma que não nos deixaria afastados por mais que alguns minutos para que o calor corpóreo nos ajudasse contra o frio. Tudo milimetricamente planejado por um… Sedutor que se apaixonou pela Princesa do Gelo.

Suspirei, enquanto um calafrio percorria minhas costas. Instintivamente, inclinei-me para ele e encarei aqueles olhos. Tinham escurecido e pareciam cheios de desejo.

—Tudo preparado para sair para o aeroporto?

Logo seu braço estava ao redor, possessivamente, ao redor da minha cintura e me puxou com força contra seu corpo.

— Está pronta meu amor?

— Prontissima para fazer parte do seleto Clube da Milha.

Demos uma última olhada em Alice e Jasper, que agora já estavam de mãos dadas e sorrisos tortos.

— Sabe, acho que podíamos escrever um livro sobre as peripécias em um laboratório, afinal, Alice e Jasper com certeza vão se divertir e muito testando o futuro Agradar Prolongado…

— Senhora Cullen, estou mais interessado em fazer isso sem ajuda alguma dessa sua ciência do sexo…

— Ahhhhh seu maldito Sedutor…

Epílogo

Quando levavam meia hora de vôo a caminho da Russia, Emmett apenas me chamou e sussurrou em meu ouvido:

— Está vestindo as calcinhas que te dei de presente?

MERDA!

Emmett havia se antecipado a minha maldita idéia de entrar para o Clube da Milha e, para variar, já estava me deixando encharcada. Toda minha umidade já seria palpável se ele continuasse com esse cheiro, suspiro e voz rouca.

— Terá que esperar para averiguar.

Com a tentativa de permanecer quieta até o começo do filme e, aí sim, carregá-lo até o toalete, cobri-me com a manta e apoiei minha cabeça no travesseiro.

— Não penso esperar.

E lá estava aquela maldita e deliciosa mão me sondando.

— O que pensa que está fazendo?

Tentei sussurrar o máximo que podia, afinal Emmett já estava subindo seus dedos por minha saia, enquanto a três poltronas de distância a aeromoça oferecia algumas bebidas.

— Quero te iniciar no Clube da Milha.

Um gemido lamentável escapou da garganta no momento em que ele passou a circular meu clitóris e acariciar toda minha intimidade.

— Sim. Sim, Emmett, mas não aqui… Merda! Ainda estamos em nossos assentos, e… E… E alguém pode nos ver.

A sanidade já se esvaia no momento em que seus dedos passaram a me invadir firmemente.

— E por acaso isso nunca nos aconteceu?

Santo Deus!

Minha resistência se desmoronou como um castelo de areia. Separei as pernas ligeiramente, em um convite pleno para que se enredasse mais ainda em mim.

— Isto é muito perigoso, Emmett.

— Sei.

— Não deveríamos estar fazendo isto.

— Acha mesmo?

Eu mal conseguia falar. Emmett continuava avançando ainda mais com seus dedos, fazendo com que meu clitóris expandisse ao máximo.

— Sua boca diz uma coisa Rosalie, mas seu corpo diz outra muito diferente…

— Santo céu.

Ele continuava a inserir seus dedos fortemente sem perceber uma coisa.

— Espero não ter te decepcionado. Não uso as calcinhas que me comprou… Pensei que como os lavabos dos aviões são muito pequenos, não haveria espaço para manobras…

— Deus, é consciente do que está fazendo comigo?

Minha provocação só teve uma resposta. Suas apunhaladas de prazer que se tornaram mais firmes, fazendo com minhas pernas tremessem. Minha visão tornou-se falha, junto com minha respiração.

— OH, meu Deus, Emmett o que está fazendo comigo?

— É tão sensual, Rosalie. Não posso suportar mais. Estou impaciente para te amar.

E no minuto seguinte, meu clitóris se contraia junto aos espasmos causados por um violento orgasmo que Emmett me causava. No segundo seguinte:

— Querem algo para beber?

A voz me falhava. Acredito que em verdade, todo meu corpo era uma falha total.

— Água, por favor.

A voz saiu como lamurio, enquanto Emmett permanecia me olhando como se eu estivesse passando mal.

Os olhos da aeromoça focaram em mim.

— Está bem?

Queria voltar-lhe com a pergunta “Ter um orgasmo é estar bem? Então estou super bem, estou maravilhada.” Mas o dedo de Emmett agarrado ao meu clitóris o puxando como um beliscão não permitiu nem ao menos que eu formulasse uma resposta de acordo.

— Está enjoada? Tem as bochechas rosadas.

— Parece um pouco acalorada, Rosalie — interveio Emmett.

— Talvez devesse ir ao banheiro para molhar a face.

— Sim, Rosalie. Deveria ir ao lavabo. Está com uma péssima fisionomia.

Enquanto a aeromoça não podia ver sua face, Emmett permanecia me olhando com um sorrisinho lascivo no rosto. Deus! Ele queria me enlouquecer assim.

Uma ultima investida e senti meu corpo pronto para explodir em mais um orgasmo magnífico. A aeromoça afastou o carro para que eu pudesse ter mais espaço para ficar em pé.

Assim que consegui me por em pé, Emmett ajeitou a saia que lógico, estava levantada até o principio da minha coxa. Tentei caminhar mas cambaleei, dando a nítida impressão de que precisaria de auxilio. Auxilio esse que veio prontamente.

— Deixe que eu te levo meu amor, ainda não sabemos se é nosso herdeiro que lhe bota indisposta.

— Pagará pelo que acaba de fazer.

Foi o máximo de sussurro que consegui proferir segundos antes de ver o sorriso sincero da aeromoça quanto a possibilidade de “minha” gravidez. Talvez Emmett fosse o grávido aqui. Ou seria, quando eu invertesse aquele instrumento de tortura.

Assim que a porta se fechou, sentei no espaço possível do lavabo, abrindo as pernas e esperando por ele.

— Emmett, estou muito molhada e preparada para que me foda. Portanto, faça logo, antes que eu o mate aqui mesmo.

Ele sorria como uma criança. Eu ainda descobriria qual é o real poder que tenho sobre ele.

— Mostre-me os peitos… Lentamente, como uma oferta.

E lá estava Emmett e seu novo jogo.

Ainda não havia entendido qual era sua ligação com os jogos, mas sempre que o fazia, me deixava em êxtase prontamente. Tudo por conta de uma maldita moeda…

Tomei ar e desabotoou os botões da blusa um a um, até deixar descoberto as curvas de meus peitos.

A respiração de Emmett ficou mais pesada, no mesmo instante que ele lambia seus lábios. Um calor intenso cresceu pelo meu corpo no momento em que suas mãos agarram meus seios e sua língua circulou uma de minhas aréolas.

— Mmm…

— OH Emmett, isso é tão…

As palavras falharam no momento em que Emmett me penetrou em uma única estocada.

— Adoro quando está tão molhada.

— Por favor, Emmett… Foda-me. Quero mais. Por favor, necessito mais…

— É tão bonita…

Tremia ao constatar o quão dependente dele, meu corpo estava. Emmett me punha em nervos praticamente no momento em que me tocava.

— Te quero…

Em murmúrios entrecortados pelas apunhaladas firmes do agora meu marido, sentia meu corpo se retesando novamente.

Então me puxou pelo quadril, colocando-me numa melhor posição. A profundidade foi nova, mas a sensação de ser totalmente amada foi única e conhecida.

Mal podia respirar.

— Gosto tanto… Gosto de te ter assim, esposa. Vamos, exploda, faça-o por mim.

Finalmente, deixei me levar pelo clímax e mil estrelas de cores estalaram ante meus olhos. A respiração demorava a normalizar, ainda mais com Emmett encostado ao meu pescoço, ora suspirando, ora beijando.

— Foi incrível.

Me aconcheguei em seu peitoral, enquanto ainda ficávamos apenas aproveitando os minutos de pós-gozo, que eram cada vez melhores. Minha cabeça dava giros em volta da mesma pergunta, que agora estava na ponta da língua formando um comichão inigualável.

— Posso perguntar algo?

— Claro. – Emmett respondeu tão doce, enquanto afastava uma mecha dos meu cabelo.

— Tem algum tipo de obsessão em me comer nos lavabos?

— Preciosa, estou obcecado por te comer em todos os lugares — respondeu ele com um sorriso sensual, que simplesmente me deixou pronta para uma próxima vez.

FIM

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