domingo, 19 de junho de 2011

Ciência Do Sexo
Sinopse: Rosalie Hale é uma fria e responsável cientista, mas, sob seu imaculado uniforme branco, seu corpo deseja ser tomado. É difícil manter a concentração na experiência e não no corpo musculoso de Emmett Cullen, seu companheiro de projeto.
Rosalie e Emmett tentam descobrir um inibidor de libido para ajudar os viciados em sexo. O trabalho de Rosalie é provocar Emmett para comprovar se o inibidor age corretamente.
Emmett e Rosalie então têm que passar as noites no laboratório tentando uma e outra vez.
Tudo pela ciência!

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo
Personagens: Emmet Cullen, Rosalie Hale
Gêneros: Ação, Fantasia, Ficção Científica, Hentai, Romance, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência

Capítulos: 7 (45305 palavras) | Terminada: Sim
Publicada: 16/11/2009 às 17:58:57 | Atualizada: 25/01/2011 às 08:55:48

Notas da História:

Baseada na Obra de Cathryn Fox, Pleasure Control, com os personagens da querida Stephenie Meyer.
A mim coube juntar o util com o agradável e transformar um livro de terceira pessoa em primeira, acrescendo do meu ponto de vista.
ISSO NÃO É ADAPTAÇÃO E SIM UMA FIC, BASEADA EM PERSONAGENS E LOCAIS!


Capítulos
1. Nota da Cabeçuda!
154 palavras
2. Teaser
501 palavras
3. Capítulo 1
4,788 palavras
4. Capítulo 2
11,254 palavras
5. Capítulo 3
9,199 palavras
6. Capítulo 4
9,985 palavras
9,424 palavras
7. ?????FIM??????
Capítulo 1
Nota da Cabeçuda!

Fecha a boca!

Não, eu Carla, vulgo CCullen, não estou surtada e muito menos louca ( eu tenho duvidas quanto a isso, confesso)

Ok, dona Carla desembucha o motivo de estar escrevendo Rose e Emm...

Está bom, não se irritem... Eu não ganho nem raspadinha que dirá conseguir sortear Ed e Bella nessas horas... Portanto, pensem que sorteei nosso casal de coelhos favoritos...

Enfim, nessa parte do projeto preciso mais que nunca, que vocês digam para mim, através de reviews o que acham da fic e da forma como ela é escrita, ok?

Conto como sempre com a ajuda de todas as minhas fãs, calcinheiras, cuequeiros, amigos, inimigos e quem mais quiser me seguir.

Serão 5 capítulos maravilhosos... Preparem suas calcinhas queridas, aí vem nosso Ursão!

Capítulo 2
Teaser

Kellan

Será que é possível sossegar o apetite sexual dos homens?


*~**~**~**~**~**~**~**~**~**~**~**~**~

—O inibidor da libido que estamos preparando é para homens, Rosalie.

*~**~**~**~**~**~**~**~**~**~**~**~**~

Sinceramente, quando os homens iriam entender que as coisas boas da vida estavam sempre nos menores pacotes?

Meus olhos foram imediatamente a braguilha de Emmett que agora estava mais que inchada: Bom, possivelmente nem todas as coisas.

*~**~**~**~**~**~**~**~**~**~**~**~**~

—Se não me excitar, então saberemos sem quaisquer dúvidas que a dose terá funcionado.

E não que ele não estava brincado? Jesus apague a luz e feche a porta, porque eu fui testar isso e volto já!

—E se te excitar?

*~**~**~**~**~**~**~**~**~**~**~**~**~

Quantas vezes acordei gozado após sonhar com a Princesa me fodendo em pleno laboratório, começando principalmente quando soltava sua juba e a chacoalhava lentamente.


É, eu gostava de vê-la com o cabelo solto.

*~**~**~**~**~**~**~**~**~**~**~**~**~

Capítulo 3
Capítulo 1



RoseLab

Capítulo1

Será que é possível sossegar o apetite sexual dos homens?

Essa é uma pergunta que eu gostaria de responder. Rosalie Hale, 24 anos e solteira. Talvez fosse esse pequeno detalhe que me fazia apagar a chama do queimador de Bunsen e segurar, como se fosse minha vida, esse frasquinho pronto para ser testado no meu companheiro de laboratório, que agora brincava com um porquinho da índia, Emmett Cullen.

— Tem certeza que não quer que eu faça?

Emmett passou os dedos pelo cabelo dourados como ouro. Seus lábios, tão sensuais, curvaram-se para baixo.

—O inibidor da libido que estamos preparando é para homens, Rosalie.

Senti seus olhos deslizaram pelo meu corpo enquanto mudava de postura.

— Acredite, não é apta para o experimento benzinho e, de toda forma, o conselho diretor que nos subsidia acabaria com a sua carreira, e também com a minha, se não apresentarmos algo concreto antes do final da semana que vem.

Merda! Como eu gostaria que ele estivesse errado sobre isso, mas sabia que ele tinha razão. Não passei meus últimos meses trabalhando cada dia até tarde no laboratório para que agora o conselho detivesse de repente o projeto.

Puxei a banqueta e me apoiei sobre a mesa de trabalho encarando Emmett que agora guardava o bichinho preguiçoso em sua gaiola.

— Mas ainda não conhecemos todos os efeitos secundários ou mesmo os adversos.

Não era a primeira vez que os olhos daquele estorvo me amoleciam, mas era a primeira em que suas mãos repousaram sobre as minhas enquanto nos encarávamos.

— E não saberemos menos que eu tome o lugar do nosso porquinho da índia.

Meu corpo se contorceu na medida em que ele apertou meus dedos, acariciando a pele com o polegar. Ele não imaginava o que eu pensava sobre isso, mas uma coisa meu corpo era consciente, puta que pariu como eu o queria circulando meu clitóris assim...

O laboratório, que era pequeno, pareceu fechar-se ainda mais ao meu redor.

Alguém chame os bombeiros!

Olhei para Emmett, me certificando que aquele protótipo de troglodita homem sedutor era mesmo o objeto que causava tal combustão espontânea em meu corpo, afinal eu sabia que ao Emmett não encantava as garotas inteligentes e aplicadas. Durante os últimos três anos tinha visto a cota suficiente de loiras, fúteis para saber que o “senhor uma-mulher-diferente-a-cada-dia” sentia um apetite voraz pelas mulheres com aspecto de meninas abandonadas, acéfalas e que ostentavam atraentes sorrisos. Modéstia a parte, eu sou totalmente o contrário: uma mulher inteligente, miúda e cheia de curvas, ou seja, a antítese do protótipo que o excitava.

Sinceramente, quando os homens iriam entender que as coisas boas da vida estavam sempre nos menores pacotes?

Meus olhos foram imediatamente a braguilha de Emmett que agora estava mais que inchada: Bom, possivelmente nem todas as coisas.

Acordei a tempo de ver um sorriso ridículo na boca sedutora e rubra. Meu santinho me proteja dessa tentação! Seu polegar, grosso e potente, ainda acariciava minha mão e eu antes de sonhar novamente com ele em outra pele, fiquei em pé e agarrei uma seringa.

— Bom, se não estiver morrendo de medo de uma simples seringa, vamos acabar logo com isso. Levante a manga da camisa ou abaixe suas calças.

Emmett sorriu abertamente e ameaçou baixar as calças. Minha respiração parou nesse milésimo de segundo até vê-lo arregaçar as mangas. Assim que meu coração se tranqüilizou que ele apenas brincava comigo, tombei o frasco com a experiência e alimentei a seringa.

Mostrei a injeção para o homenzarrão e ele apenas mordeu os lábios. Como todo homem, tem medo de uma injeção!

— Preparado?

— Nasci preparado, pronto e gostoso. Vamos logo com isso, Rosalie.

Abri o pacote de algodão e o impregnei de álcool, esfregando logo em seu bíceps. Valha-me meu Santo Antonio, e que bíceps era aquele!

— Mas... – Sua voz cortou meus movimentos e senti sua mão sobre meu pulso. – Tome cuidado. Conheço seu estilo espetando — E lá estava aquele olhar de cachorro abandonado que me deixava ofegante. — Tivemos sorte de não ter nenhuma baixa até o momento.

Imediatamente meu corpo teve uma descarga de adrenalina em um único ponto. Podia sentir minha calcinha molhando e minhas pernas tentando refrear a imediata necessitada de jogar tudo que tinha sobre a bancada e trazer Emmett para o meio das minhas pernas.

Consegui respirar e tranqüilizar os pensamentos mais safados, embora meu seio estivesse intumescido sob a camisa clamando por uma língua caridosa.

Eu preciso transar! Emmett me deixando louca? Impossível!

— Sempre há uma primeira vez.

Achei meus neurônios saudáveis bem a tempo de não cometer uma sandice qualquer. Emmett tentou dizer qualquer coisa, que eu tinha certeza que não prestaria, e eu o calei com um simples gesto de dedo e a minha característica levantada de sobrancelha que indicava perigo para qualquer um que me conhecesse um pouco ao menos.

— Comporte-se ou farei que isto seja um processo doloroso.

Por um mínimo segundo, pensei em como seria ter um companheiro como Emmett na vida, com todas aquelas brincadeiras e sarcasmos até na cama... As borboletas bêbadas que moram no meu estomago resolveram se movimentar me dizendo que aquilo seria bom?

Trabalhar os últimos três anos junto à Emmett nem sempre foi fácil. Às vezes, me convencia que arrancar um molar teria sido menos doloroso que aquela rotina diária ao lado do poço de encanto e sedução. Cada vez que ele me olhava cheio de sorrisos sensuais e despreocupado, meu corpo pedia aos gritos para ser jogado sobre ele, fazendo com que me fodesse em um orgasmo louco e prazeroso, sobre aquelas mesas de inox que nos cercavam. Sem dúvidas, uma exposição prolongada à Emmett Cullen, também conhecido como o Urso, queimaria meu corpo mais que uma semana inteira sob um sol de verão sem protetor solar.

E eu faria questão de marcá-lo com uma tarja de advertência se fosse meu: Perigo, combustão espontânea. Uma plaquinha com: «Hot Dog Seria perfeito!

Entretanto, eu não era partidária do lema da empresa, que Edward Masen, presidente e CEO do laboratório, pregava: «Ao nos relacionar fora do trabalho, abrimos as portas para que a felicidade e a harmonia entrem em nossas vidas.»

Deus santo! Nem morta, iluminado.

Em meios a esses pensamentos, acabei injetando a espessa mistura naquele braço monumental e a tampando com um esparadrapo.

— E agora... Esperar. — Puxei meu caderno de controle de amostras e passei a anotar a data e o teste que realizávamos

— Esperar o que? — perguntou Emmett em voz baixa.

— Para ver, se o Pequeno Emmett acorda ou não.

Por um minuto pensei que esse seria o momento da minha morte, mas pelo jeito, a experiência surtia efeito.

— Pequeno Emmett? — Temi quando seus lábios formaram um sorriso. — Mas muito bem o não-tão-pequeno-Emmett precisa ser posto a prova, não acha?

E onde por Deus ele achava que eu entraria na jogada?

— Abra sua mochila e tire uma das suas revistas pornôs de lá, ou na ausência pegue alguma foto suja em seu celular, tenho certeza que você sabe muito bem como resolver esse “pequeno problema”.

Emmett cruzou os braços, desafiante, com um sorriso aparecendo em seus lábios e eu tremi internamente.

— Não acredito.

— Talvez devesse chamar alguma de suas numerosas amiguinhas. — Minha voz devia ter saído em um simples comentário profissional, mas acabou soando como um ciúme besta de criança inocente. Maldição.

Tomei consciência de que Emmett vinha em minha direção muito tarde. Senti sua mão sobre meu braço, e imediatamente me arrependi de ter aceitado sua oferta de cobaia.

— Esqueceu que este projeto é Top Secret, Rosalie? Se o Pequeno Emmett, como muito amavelmente o batizou, pendura as chuteiras enquanto estou em pleno movimento, não acha que meu possível encontro poderia suspeitar de algo?

Aham que ele nunca tinha brochado... Novamente minha cabeça me traiu olhando para sua braguilha que continuava crescente, e soube que ele realmente não devia fazer parte dessa turma que meu ex-namorado encabeçava.

Nunca tive um namorado que soubesse a minha necessidade, duvido até hoje que eles soubessem onde estava clitóris de uma mulher, que dirá do seu ponto G.

Acordei do meu triste passado quando Emmett roçou suas pernas entre as minhas, tentando se ajeitar sobre o banco de metal.

Piedade Senhor!

Talvez devesse parar para comprar pilhas no caminho de retorno para casa. Excitada, molhada e satisfeita, sim era como eu me imaginava ao seu lado.

Resolvi parar de delirar e me concentrar no futuro da experiência.

— É um cara com recursos Emmett, se brochar, solte a desculpa que sua avó faleceu recentemente, tenho certeza que conseguirá animar sua amiguinha com os dedos ou a língua.

Emmett inclinou sua cabeça chegando a centímetros da minha boca, eu podia sentir seu hálito fresco invadindo meu olfato e ainda sim, a umidade que gerava em minha boca. Rapidamente meus lábios tornaram-se um deserto de tão secos e eu sabia que faltava pouco para que eu o beijasse.

—Me ocorre uma idéia melhor.

Por Deus! Ofeguei como uma criança diante de um sorvete delicioso.

—Sério? — E por um acaso essa idéia viria com nossos corpos nus e muita calada de chocolate? Provavelmente era apenas uma mirabolante idéia que passava pela minha cabeça, pois Emmett continuava a me encarar com um sorriso de quem parecia saber o que eu pensava. Deus que ele não pudesse ouvir pensamentos, como aquele vampiro do filme de sábado passado.

—Sim, uma idéia genial gatinha... Que tal tirar esse avental, ir para casa e tomar um longo e relaxante banho? Em seguida quero que ponha a lingerie mais fina que tiver.

Aquilo era brincadeira, não era? Emmett-poderoso-deus-grego me passando uma cantada?

—Então? — perguntou — Anotou?

Balancei a cabeça algumas vezes com medo de que tivesse ouvido algo irreal.

- Oi, desculpa. Qual sua brilhante idéia? Porque eu acho que não escutei direito...

- Ah escutou sim benzinho...

Eu ainda estava atônita com a real possibilidade de comer esse urso com todas as minhas atribuições, lembrei que essa poderia ser um dos efeitos secundários: alucinações que o fizeram pensar em mim como uma mulher desejável.

—Se não me excitar, então saberemos sem quaisquer dúvidas que a dose terá funcionado.

E não que ele não estava brincado? Jesus apague a luz e feche a porta, porque eu fui testar isso e volto já!

—E se te excitar?

Momento pare o trem que quero descer. Emmett lançou um olhar mais que brincalhão e um sorriso torto, mostrando as perolas que compunham seu sorriso.

—Carinho, se me excitar, as possibilidades são ilimitadas.

Seu dedo circulou minhas bochechas e por um momento eu não tinha mais certeza de onde estava.

POV Emmett

Subi de dois em dois degraus pensando em como a Princesa do Gelo estaria me esperando. Eu um simples e bobalhão químico trabalhando ao lado de uma das mais brilhantes mentes cientificas do país.

Não por mérito, mas por meus pais serem melhores amigos de Edward Masen, eu estava no cargo desejado por todos no país; além de poder observar suas mais generosas curvas, sua inteligência avassaladora e aquelas malditas saias lápis que cobriam até seu joelho.

Meteu a garrafa de vinho tinto sob o braço e resolveu focar no projeto, mas de nada adiantava pensar se a porra do pau não queria cooperar. A espera do que estava por vir fiz com que meu pau pulsasse a cada passo que o aproximava mais e mais da porta de Rosalie Hale, o tesão em forma de mulher.

Concentre-se seu merda! Essa mulher irá chutar seu gordo e flácido traseiro na primeira tentativa de cantada tosca que soltar.

Havia algo em Rosalie que me atraía: Talvez fosse sua forma dura de lidar comigo e com os outros homens, ou a combinação letal de inteligência, inocência e sensualidade.

Eu um Cullen de berço sabia que não devia sequer cogitar um envolvimento mais profundo com ela.

Comecei a estudar química para descobrir qual a falha genética que não permitia os homens Cullens se apaixonarem e serem fiéis a uma única mulher. Minha mãe me culpava desde a infância pelo meu nascimento prematuro e término do casamento.

- Você será igual ao bastardo do seu pai. Irá destruir a vida de outras mulheres, como ele me destruiu: está em seu sangue frio de Cullen.

Essas palavras ainda ressoavam em minha mente quando tinha tentado fugir de casa e acabei me escondendo no pequeno restaurante dos Brandons. Amigos antigos da família, Carlisle e Esme Brandon, foram às únicas pessoas que tiveram fé e acreditaram que quando maior, eu seria um homem honrado e respeitável. Alice sua filha, era minha melhor amiga, guru da moda e confidente daquelas que ainda me indicavam se devia ou não depilar as bolas. Foram eles que fizeram a minha infância mágica, já que passava mais tempo no restaurante italiano que administravam que em minha própria casa. Graças a eles tenho uma idéia de como é um amor em família.

Voltei a focar no experimento quando me deparei com a porta do apartamento 71 daquele luxuoso prédio. Eu estava louco para sentir o gosto daquela buceta entre meus dentes...

Comporte-se seu anormal!

Disputava internamente sobre qual cabeça comandaria a festa, quando a porta foi aberta.

A de baixo ganhou!

Trabalhar cada dia até tarde com Rosalie ao meu lado, acabava sendo o maior exercício de controle vital para mim. Conhecida como a Princesa do Gelo, pensei em quanto ela devia ser parecida com o lado masculino dos Cullens.

Desde que cheguei à repartição controlada por ela, todos comentavam comigo o quão impossível era de domar a fera.

Até agora.

Deus! Meu pau latejava enquanto eu me concentrava em não gaguejar e muito menos empurrar aquela mulher deliciosa, vestida com uma renda branca que mal cobria a umidade entre suas pernas. A minha camisa não seria suficiente para esconder a necessidade que meu pau tinha de endurecer a cada respiração de Rosalie. Passei a pensar em todas as outras mulheres que já tive em minha vida, mas nada dava vazão à vontade que eu tinha de transformar a Princesa do Gelo em um atoleiro de chocolate fundido.

- Boa noite.

Rosalie POV

Puta que pariu!

Eu já tinha me falado isso um milhão de vezes e ainda não sabia o porquê havia aceitado o pedido de Emmett. Talvez por uma nobre causa cientifica havia ajudado, mas raios que eu sabia: queria foder arduamente com Emmett Cullen, o Urso Indomável.

Uma cinta liga branca com todos os apetrechos, havia sido minha idéia assim que ele me pediu algo confortável para vestir... Pensei em algo que pudesse ser um atrativo a mais para testar a potencia máxima do Inibidor de Libido que nós havíamos criado.

Deus santo, no que eu estava pensando quando aceitei aquilo? Não tenho dúvidas que o diretor me colocaria de quatro na rua, e não era de um jeito sensual como antes eu havia sonhado com Emmett. Provar o soro em nós mesmos além de loucura era contra os princípios de qualquer cientista, até por ainda não termos alcançado resultado positivo com os ratinhos de laboratório. Uma coisa eu tinha certeza, a porcaria da minha buceta estava no comando da minha cabeça desde que pensei na possibilidade de testar isso com Emmett.

Tão sujo.

Tão deliciosamente escandaloso.

Dez horas e nada dele...

Levantei novamente do sofá e fui até as cortinas, escaneei os arredores do edifício. No céu, o brilho prateado das estrelas salpicava o escuro tecido aveludado. A lua cheia irrompeu através do dossel de folhas de carvalho que cobria a entrada e iluminou o caminho que conduzia até a porta principal do edifício.

Uma merda atrás da outra Rosalie, precisa se deter antes que isso se complique mais ainda.

O olho mágico mostrava o escuro do corredor do andar. Em uns minutos, o homem pelo qual estava interessada estaria em sua casa, esperando vê-la vestindo sua lingerie mais sensual.

Qual a possibilidade do inibidor não funcionar e Emmett fodê-la pesadamente no sofá? Iria ele lamber seu clitóris até tombá-la de prazer? Ou iria fodê-la com seus lombos e grossos dedos? Nenhuma, sobretudo considerando o fato de que lhe administrara um inibidor da libido apenas umas horas antes.

Sua vaca descarada, ainda fantasia que o troglodita foderia com alguém como você?

Magnífico! Algo como «Premio» e «Nobel» piscavam em sua mente, afinal havia começado seu projeto buscando reconhecimento como cientista e não uma vadia boa de cama. Existiria premiação para isso?

Afastei meus melhores ou piores pensamentos sobre Emmett, e comecei a usar os lados científicos.

Mas o que ocorreria se finalmente Emmett se excitasse?

«As possibilidades são ilimitadas.»

Aquelas quatro palavras levavam todo o dia ressonando em minha cabeça. Dava para imaginar como seria ter seu corpo nu; sua boca descrevendo um caminho sinuoso em sua carne tremente até chegar ao abismo úmido que se abria entre minhas pernas; o suave fio de sua língua abrindo as dobras da minha buceta como se tratasse de uma flor, só para poder saborear o suave orvalho de minha excitação; seus lábios fechando-se ao redor do meu clitóris, reclamando-o só para ele.

Mas por outro lado, só existiam duas possibilidades: ganhar ou ganhar. Se Emmett não se excitasse, significaria que finalmente o projeto seria um sucesso e passaria a ser executado em larga escala, para ser comercializado. Seria o fim dos estupros.

Qual das duas mais me agradava: ser uma excelente cientista ou ser fodida por aquele delicioso?

Resolvi esquecer os problemas e fui novamente até a janela, porém as batidas na porta trouxeram a tona o batimento do coração na minha garganta. Ele estava ali.

Arrumei o roupão ao redor da cintura e fui em direção à porta. Deus! Eu parecia uma massa mole de nervos. A respiração sumiu no segundo em que o trinco girou e a porta se abriu, revelando o protótipo de gostosura com um sorriso devastador.

Senti minhas pernas tremerem no momento em que deslizei meu olhar por seu corpo. Os esculpidos músculos de seu peito preenchiam o tecido da camiseta até esticá-la, enquanto que seus largos ombros se estreitavam até formar uma cintura bem definida e uns abdominais firmes e bem marcados. Com um corpo simétrico e quase perfeito, Emmett estava desenhado para satisfazer até a mais insaciável das mulheres.

Vestido com jeans que se ajustava a seu físico em todos os pontos mais politicamente incorretos, aquele menino mal levava a palavra «problema» escrita na frente.

—Olá — Ok, ele me entregou uma garrafa de vinho e comecei a me perguntar se podia tomá-la sem sua companhia, apenas para aplacar o nervosismo que ele mesmo me causava.

—Olá, Entre.

Afastei-me da porta, levando o vinho até o pequeno aparador, enquanto Emmett invadia meu apartamento, preenchendo com seu perfume todo o meu sentido.

Antes eu o fizesse, Emmett fechou a porta e escutei o momento exato em que o ferrolho fora travado. Puta que pariu, estamos presos em casa e foi ele quem o fez!

Minha perna me traiu e por sorte consegui me apoiar a tempo. A umidade que antes sentia como sendo parte de um dia corrido, tornou-se abundante. Traidora de uma figa! Tá louca para ser comida!

Afastei todos os pensamentos que povoavam a minha mente, e encarei-o.

O brilho nos olhos de Emmett, parecido ao de um predador a ponto de saltar sobre sua presa, me deixando mais úmida e arfante. Partes de seu corpo, as mais interessantes, começaram a desprender uma calidez agradável e familiar.

Meu corpo pegou fogo, ao perceber quão preenchido estava seu jeans. Virei-me novamente contra a bancada, abanando meu rosto e logo abri um pouco o agora pesado roupão. Talvez a calefação tivesse quebrado novamente? OU realmente o apartamento havia pegado fogo?

Adotando uma expressão “foda-se você nem é tão gostoso”, voltei-me para Emmett:

—Como se sente? Algum efeito secundário?

Ele se limitou a encolher os ombros, enquanto seus olhos deslizavam para baixo me fazendo ofegar ao segui-lo. Emmett clareou a garganta e afastou para um lado as visões que naquele momento monopolizavam meus pensamentos.

— Até agora, tudo bem. Continuo tendo cabelo na cabeça e ainda não comecei a babar — Ao menos não até este momento.

— E... O pequeno Emmett como está?

—Alguns pequenos movimentos involuntários, mas nada que não seja seu normal... Saberemos mais quando o pusermos a prova.

Seu sorriso fez com que meu coração pulasse uma batida e meu corpo novamente respondeu imediatamente as suas palavras.

—Talvez devêssemos ir começando. Não sabemos quanto tempo vai levar isto — minha voz saiu mais como um sussurro sensual, do que uma experiente cientista que busca a realização profissional.

Emmett deu um passo à frente enquanto inclinava a cabeça, e os poderosos músculos de sua anatomia se esticaram com o movimento. Seu aroma, intenso e masculino, me intoxicou os sentidos e me fez ficar mais alerta do que nunca.

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho me come... Deus sim!

— Sim, talvez devêssemos começar.

Já não sentia mais minha razão comandar meu corpo, apenas a excitação. Abri o roupão em centímetros deixando que a forma da camisola de seda branca e rendada que eu tinha escolhido, surgisse acompanhada da à cinta liga e meias 7/8.

Um som de aprovação, rico e decadente, escapou das profundezas da garganta de Emmett, me fazendo arfar. Ele tinha gostado do que via, e eu pude sorrir.

Luxúria! Nos olhos do Emmett! Olhando-me!

Santo Deus!

Emmett POV

Ahhhhhh!

Não consegui deter o urro vindo do meu interior, ao vê-la com a seda branca e fina sobre seu corpo suave e curvilíneo.

Seus mamilos inchados eram mais que provas que o gelo havia se derretido. Meus dedos agarraram seu quadril sem que eu conseguisse focar em algo a mais que fodê-la.

A respiração entrecortada de Rosalie quando seus seios chocaram-se em meio peito, me deu a certeza que ela também me queria, mais do que aparentava.

—Como sabia?

—Sei o que?

—Que meu preferido é a renda branca. – Tive que pigarrear e tomar ar para me acalmar, antes de tomá-la ali mesmo, contra aquele maldito balcão.

— Uma vez li que a renda branca é capaz de fazer qualquer homem levantar as sobrancelhas assombrado.

Sem pensar, envolvi os cabelos de sua nuca com minha pesada mão e a puxei junto aos meus lábios.

—Bom, sim, embora o que queremos levantar aqui não fica precisamente perto das sobrancelhas.

Seu suspiro foi à prova de que eu precisava: Ela seria minha.

Soltei-a no momento exato de não cometer o maior erro de todos: beijá-la sem seu consentimento.

Rosalie nunca gostou das coisas que não eram maestradas por ela, e essa com absoluta certeza seria mais uma delas. Eu estava aceitando ser submisso da Princesa do gelo? Eu tinha o pau no lugar do cérebro só podia.

Com muita força de vontade observei Rosalie se desvencilhar das minhas mãos e seguir para trás do balcão, e servir duas taças de vinho. A cachoeira castanha caia pelas costas me dando a visão dos meus sonhos tornando-se realidade.

Quantas vezes acordei gozado após sonhar com a Princesa me fodendo em pleno laboratório, começando principalmente quando soltava sua juba e a chacoalhava lentamente.

É, eu gostava de vê-la com o cabelo solto.

Ajustei os jeans na medida em que o sentia mais apertado contra meu pau que agora estava mais vivo do que nunca. Deus! Deveria ter batido uma punheta antes de sair de casa, porém talvez isso tivesse estragado o resultado da experiência. Só não contava que tudo nela me excitava, desde seus felinos olhos castanhos até sua pele imaculada e a maldita pinta no rosto.

Se é marcada, é por que Deus não queria perder de vista.

O cara lá de cima entendia das coisas quando marcou Rosalie.

Passei a observar o modesto, porém arrumado apartamento, buscando refugio para minha ereção pulsante. Caminhei até a janela e o aroma de framboesa que soprava a vela fez com que meus pelos se contraíssem. Sua trêmula luz desenhava sombras sobre as paredes cor canela e a suave fragrância que emanava dela impregnava o ambiente.

Framboesa. Sua fruta do bosque favorita.

Controle-se, nunca foi assim com outras, não seria assim com ELA.

Procurei por outra saída e encontrei o aparelho estéreo. Uma musiquinha sempre cai bem. E o que obtive foi a mais prazerosa sensação: Sade, a rainha das musicas para foder, tocava baixo e suave.

Como poderia me controlar se tudo ali me era convidativo?

—Emm…

A voz de Rosalie as minhas costas me tiraram dos pensamentos mais perversos, porém a visão dela mordendo o lábio inferior foi mais sexy que todos os outros apelos. Merda! Vou fodê-la antes mesmo que ela aprenda meu nome completo.

Em minha frente, segurando duas taças de vinho e com um leve rubor nas bochechas estava a mulher que vinha roubando minhas noites de foda boa e descompromissada.

Rosalie POV

—Venha aqui, Rosalie. — Sua voz era suave, persuasiva e com seu dedo em riste me chamando, não houve um acordo com meu corpo.

Avancei suavemente, mas me atendo ao espaço onde poderia lhe entregar a taça de vinho sem ter que sentir sua respiração.

Emmett aceitou sem tirar os olhos de mim, enquanto eu elevava minha taça “Ao sucesso do projeto”, e senti que seus lábios se contorceram.

Bebeu com avidez e no momento em que terminei meu primeiro gole, senti sua respiração muito próxima e abri meus olhos.

Sua mão passou por minha mandíbula, enquanto com o polegar acariciou meu lábio inferior. Seu toque era suave e macio como a seda e logo ele roçava meu pescoço.

Seguiu descendo e senti o ar ficando rarefeito. O susto de sentir sua mão roçar meus mamilos, fez novamente meu coração pular uma batida.

Precisarei consultar um cardiologista na próxima semana, isso não deve ser normal e muito menos essa contração espaçada em meu estomago.

—Gosto muito de sua camisola. – Sua voz rouca me deixou mais louca.

—Obrigada.

—Agora: Tire isso.

Um calafrio percorreu meu corpo e, de repente, a umidade entre minhas pernas escorreu. Merda! Precisei recuperar os batimentos cardíacos e a respiração que foi afetada pela voz de comando daquele urso.

— Não acha que será fácil assim garotão. Temos um acordo: ficarei nua se você o fizer também. Estamos juntos nesse projeto, assim, acredito que será mais justo e ainda poderei observar o pequeno Emmett e suas reações. O que me diz disso?

Os músculos de seu rosto se retesaram e no momento seguinte, sua mão tirou a taça de vinho que eu ainda segurava, deixando-a no balcão. Enquanto isso sua outra mão passou a me segurar pela cintura. Sua boca colou-se ao meu ouvido, com sua respiração me causando arrepios fortes que percorreram todo o meu corpo.

— Ponto para mim, sabia que sob o avental de laboratório se escondia a rebeldia.

Ignorei seu comentário, embora sua respiração contra minha orelha me fizesse caricias sensuais. Sabia que era conhecida como Princesa do Gelo, mas não me afetava, afinal ninguém ali podia saber que eu queimava mais que o fogo do meu queimador Bunsen. O que me faltava era um homem que possuísse o mesmo fogo que eu.

Se ao menos meus exs não tivessem se assustado quando mostrei as algemas, as bolinhas da pratica do pompoarismo ou mesmo minha coleção de lingeries...

Emmett me puxou contra si novamente, e eu gemi. Não consegui afastar a satisfação de sentir seu membro duro e pulsante diante da minha pele. Ele estava mais que ereto e pronto para o combate.

— Registrou? – Sua voz era repleta de sensualidade e safadeza. Ele tinha algo em mente.

—Me parece que resolveu avançar um pouco no jogo...

Vi quando ele colocou uma das mãos no bolso e tirou uma moeda. O que ele pretendia com isso? Colocar-me uma no rabo e ver se eu funcionava bem como uma garota de pee pee show?

—Me esclareça.

—O que acha de jogarmos a sorte? Quem ganhar manda.

—E quais são as regras deste jogo?

—Vamos alternando. Você joga a moeda e eu escolho cara ou coroa. Quem perder terá que fazer o que o outro ordenar.

Comecei a arfar só com as imagens que meu cérebro inventivo passou a formular.

— Joga?

Capítulo 4
Capítulo 2

No final capítulo anterior...

—E quais são as regras deste jogo?

—Vamos alternando. Você joga a moeda e eu escolho cara ou coroa. Quem perder terá que fazer o que o outro ordenar.

Comecei a arfar só com as imagens que meu cérebro inventivo passou a formular.

Emm

Capítulo 2

“Joga?”

Emmett começou a brincar com a moeda em seus dedos, me olhando com uma sobrancelha arqueada e um sorriso maroto, daqueles que sua pele recebe instantaneamente como uma injeção de prazer.

— Mas me diga: este jogo servirá apenas para analisarmos os resultados do soro? Puramente com fins científicos?

Embora, a finalidade final era vê-lo nu e me agradava de antemão.

—É obvio.

—Bom, pois se esse é nosso objetivo, claro que jogo. — Fiz minha melhor cara de “pelo bem da ciência”. – Me dê à moeda.

A moeda foi apresentada como se fosse um maravilhoso prêmio. Soprei-a sobre a superfície chapeada buscando atrair sorte e logo a lancei ao ar. Meu pulmão se contraiu em antecipação ao apanhar e apertá-la contra a mão.

— Cara ou coroa?

A vontade de fazer essa pergunta soar sensual era puramente imaginativa, mas Emmett conseguiu transformá-la em apenas dois segundos.

—Mmm… Cara ou coroa, cara ou coroa… Gosto de cara, mas não no sentido figurado da palavra, sem me entende. – Suas palavras foram seguidas de uma piscada sexy que fora rapidamente absorvida pelo meio das minhas pernas, claro. —Mas também tem a coroa que, claro, sempre me funciona muito bem. — Ele passou a língua pelos lábios e eu me perguntava se ele seria consciente do poder que exercia seu encanto natural.

Minha respiração se acelerava por momentos. Deus! Adorava seu senso de humor e aquele lado tão brincalhão que ele mostrava só de vez em quando.

— Se decida Emmett. – Juntei o que me restava de sanidade para lhe fazer o pedido crucial.

— Coroa.

Assim que levantei a mão, não tive como segurar meu suspiro. Parecia que os deuses da sorte não estavam comigo nessa noite, talvez fosse porque jogava com o diabo em pessoa.

— Você ganha.

A expressão: “A comida está na mesa” não foi feita para ser dita por olhares, mas assim que Emmett esfregou as mãos e praticamente devorou meu corpo com o olhar passei a entender que talvez sim, a maldita frase foi feita por ele.

Sua voz se voltou suave, quase como um sussurro: —Tire o robe.

E meu corpo respondeu de imediato como se a língua desse bastardo praticamente me tocasse. Uma corrente percorreu meu corpo e instantaneamente o robe se tornou pesado.

Andei até a parede da sala e, uma vez ali, comecei a tirar rapidamente o enorme robe. Um pigarrear seguido por um gesto negativo fez com que eu parasse com o robe no antebraço e o encarasse pela negativa.

—Faça-o lentamente. — Andou até a música e subiu o volume — Sinta a música, Rosalie. Deixe que te guie.

O filho da puta estava querendo um streap tease e a minha sanidade se esgotava ao ponto que ele reduzia a luz e se dirigia lentamente a cada vela da minha sala. A luz das velas recortava as formas do corpo alto e musculoso de Emmett, deixando meu coração palpitar com mais força por momentos. Era tão fodidamente bonito…

Após retroceder a estaca de homo sapiens e praticamente babar por ele, bloqueei minha mente ante a corrente repentina de emoções que tomou conta da minha cabeça. Tomei um grande fôlego, fechei os olhos e me deixei levar pela música. Em seguida senti como meu quadril se contorcia lentamente ao ritmo da canção.

Ouvi os passos de Emmett aproximando-se até que soube que estava de pé frente a mim. Então abri os olhos e o encarei.

Emmett POV

Santa dignidade Batman.

Meu pau me cumprimentava a medida que Rosalie se soltava a batida da música não programada.

Passei a duvidar que houvesse algo programado ou cientificamente alterado para dar ares a experiência, pois: velas, música e um maldito robe branco me deixam em vias de gozar sem nem ao menos sentir a textura daquela alva tez.

Rosalie desatou o cinto do roupão e o abriu um pouco mais até deixar descoberto as curvas de seus peitos, me fazendo arfar e pensar por um único momento se eu já havia vislumbrado tal beleza alguma vez em minha vida.

Minha dúvida foi respondida a medida que o amontoado de algodão se fez aos seus pés de fada. Fuck!

Tudo conspirava para que eu a tomasse com a total luxúria que serpenteava em meu corpo em companhia daquilo que deveria tê-la refreado. Existiria algum soro que me fizesse não querer Rosalie sob meu corpo?

Minhas perguntas se tornavam respostas e no momento em que vi seu arrepio percebi que talvez ela não fosse imune a mim.

—Tem frio?

Rosalie me olhou como se a pergunta fosse um símbolo químico mais novo a ser descoberto por ela. Um misto de carinho e estranheza me assolou: Ela pensaria que eu não repararia nisso? Passou a língua pelos lábios e meu pau sobressaltou-se novamente.

— Um pouco.

Cruzei sua sala e fechei a janela. Tão rapidamente estava de volta encarando seus olhos. Rosalie travava uma luta mortal e sem ter controle sobre minhas vontades passei a acariciar sua bochecha com o reverso dos dedos.

— Melhor agora?

— Sim, obrigada.

Rosalie POV

Emmett me ofereceu uma de suas mãos e não pude deixar de viajar em milésimos sobre o que ela poderia fazer. Enorme com algumas marcas características de quem já havia praticado muito esporte algum dia.

Aproximando-se mais de mim, sua mão canalizava meu olhar, enquanto meu corpo tremeu por antecipação.

— Me toque. — Era tão pouco o espaço que nos separava que seu fôlego quente acariciou meu rosto.

Com o fôlego ainda preso na garganta lhe entreguei a moeda e tateei seus braços. Fortes e musculosos na medida certa me fizeram ofegar ao pensar em como seria ser rodeada por ele e poder me acalentar em seu peitoral definido.

Eu poderia permanecer naqueles braços para sempre, alisando-os, beijando-os, ou simplesmente usando-os para meu bel prazer, mas fui acordada no momento em que Emmett se afastou e lançou a moeda ao ar novamente.

— O que escolhe? — A vibração de sua voz, tão masculina, fez com que minha calcinha se tornasse uma barreira de contenção para a umidade que por pouco não me escorria.

Precisei de todas as minhas forças: “Coroa”, respondi em um sussurro. Emmett levantou a mão que cobria a moeda e mostrou o resultado.

— Parece que hoje é seu dia de sorte.

Sorte? Sorte não está no meu vocabulário há muito tempo e não seria agora que eu iria me dobrar a ela.

Sem pensar nas conseqüências dos meus atos, que algum dia eu poderia chamar de nobre, agitei meus dedos em frente a ele.

— Tire a camiseta.

Com um rápido movimento ele se despiu em minha frente e atirou ao lado. Eu estava no paraíso e aniquilada por aquele olhar. Era tão masculino, tão viril… babei.

Emm me devolveu a moeda com apenas um olhar.

— Sabe Rosalie: assim que te deixar nua, vou fazer o que bem entender com você.

Falava sério? Estava Emmett Cullen, aliás, o Selvagem, interessado em mim? Em fazer o que quiser? Comigo?

Morri e fui para o céu! E melhor, ninguém me avisou!

Segurei a emoção ou o quase orgasmo e, tentei com que não parecesse tão demente por isso.

— Primeiro terá que ganhar algumas vezes mais.

Emmett POV

Ganhar? Eu já tinha tirado a sorte grande ao simplesmente admirar aquela mulher sem que ela me matasse por isso.

Meramente para estudos científicos, é claro, mas eu não podia deixar de lado meus maiores desejos e sonhos serem realizados. Rosalie estava na minha frente e a única coisa que passava pela minha cabeça: ela estava mais que comestível, estava disponível.

Meu pau latejou mais uma vez dentro da calça, mas mesmo assim me segurei o quanto pude ao tocar seu angelical rosto, livrando-a de uma mexa que flutuava ali. Sempre soube que tensão sexual não era medida, mas ali naquele momento eu soube: era palpável e muito. Deus! Adorava poder tocá-la e não sofre qualquer conseqüência.

Meu cérebro exigia que eu lhe tratasse como a dama que era, enquanto meu pau gritava a plenos pulmões: “ela também te quer porra”. Como homem que sou não pude deixar de lhe dar a opção de pular fora desse jogo ensandecido que eu fazia.

— Não tem nenhuma objeção?

Rosalie estreitou os olhos sobre mim e eu quase me encolhi como um menino levado que sabia que vinha bronca.

— Trato é um trato. Não tenho escolha.

E com essas palavras eu me recompus. Se Rosalie Hale honra um trato, Emmett Cullen honra as calças que veste.

Lancei a moeda idealizando a imagem de tê-la nua em meus braços. Fuck!

Sua boca curvou-se em um sorriso maligno ao qual meu corpo todo reagiu. Ela apontou para as mesmas calças que segundos atrás valorizei de vesti-las e ordenou:

— Tire-o.

Não era para contar vitória, mas praticamente eu amputaria minhas pernas para facilitar a saída daquela peça de roupa que teimava em pressionar meu companheiro.

Escorregando aquele tecido grosso contra meus pêlos, precisei conter meu gemido.

Seria as mãos dela as próximas a me tocar...

Rosalie POV

Caralhos me fodam! Não... Retiro o que eu disse, que apenas um caralho me foda.

Eu nunca havia ganhado tantas vezes em seqüência. Picolé premiado? Nunca. Raspadinha? Mas nem ganhando dos outros.

E agora, quando eu precisava manter minha sanidade pelo bem do meu emprego, tudo que eu conseguia era ter, o Selvagem, praticamente nu na minha frente.

Tentei controlar minha felicidade, mas meus traidores olhos encontraram um volume avantajado coberto por uma fina malha de algodão que pulsava.

Meu corpo tremeu encantado perante a visão, lábios secos que se abriram como que buscando por mais ar.

— Muito bonito… — As palavras saíram de minha estúpida boca antes que tivesse tempo de censurá-las.

— Rosalie?

Seu olhar repousava sobre mim e muito penosamente, levantei a vista para o olhar nos olhos.

— Sim?

E pensar que uma fina capa de algodão separava minha boca daquela proeminência… Piedade! De onde tinha saído semelhante ideia?

— Me toque.

Onde estava o delator? Onde estava seu maldito cérebro delator? Como se houvesse lido cada um de meus pecaminosos pensamentos, Emmett sorriu e o ar tornou-se rarefeito na medida em que ele me prendeu entre seu peito musculoso e a parede.

Senhor eu não conseguia mais respirar e tão pouco raciocinar. Senti a moeda sendo tirada de minha mão e rapidamente ouvi sua voz.

— Eu ganho.

Arfei por antecipação ao seu gesto, uma vez que Emmett sorria como um menino mau.

Meu coração estava em ritmo de taquicardia, e eu não conseguia controlar a umidade que agora eu tinha plena certeza: escorriam como cachoeiras entre minhas pernas.

— Tenho certeza de que sabe: não preciso te ter totalmente nua para fazer contigo o que quiser. As regras dizem que tem que fazer o que te ordene. E isso pode não se ater unicamente a tirar a roupa.

Senti seu olhar tocar meus seios e, involuntariamente, arqueei contra seu peitoral.

Aquilo havia sido uma carícia, sim, seus olhos foram capazes de me tocar. Cheguei a tremer quase como se sofresse uma violência, mas fui capaz de responder aos sussurros sua ousadia.

— O que quer que faça?

Em sinal de que o peguei no pulo, ele limpou a garganta antes de falar.

— Ver uma mulher dançar é algo que sempre me excita. Acredita que poderia fazê-lo para mim?

Dançar? DANÇAR?

Meu cérebro teimava em gritar silenciosamente contra seu pedido. Está louca! Dançar para o Sedutor é o mesmo que fazerem sexo em pé.

Cogitei essa possibilidade e senti minha boca secar. Por raios, Emmett sabia como enlouquecer uma mulher.

Comecei a me mover conforme o ritmo da música. Fez silêncio a meu redor e nem sua respiração eu conseguia escutar. Deslizei minhas mãos por meu corpo até finalmente descansá-las na cintura, em sua frente.

Tremi ao enxergar luxúria, desejo e safadezas em seu olhar, que pousou primeiro em minha boca e logo nos peitos, para acabar detendo-se em meu ventre.

Esperei alguma reação, menos a que teve: deslizou um joelho entre as minhas pernas e forçou uma abertura.

— Abra as pernas para mim.

Sua voz foi hipnótica e teve um efeito quase mágico sobre minhas terminações nervosas.

Senti meu clitóris transformar-se em uma bola de basquete, rubra e pulsante. A combinação da meia luz, a maldita vela com aroma de framboesa e aquele maldito, viril, sexy e desordeiro a minha frente, fizeram estragos irremediáveis em meu corpo.

Malditas! Malditas pernas que se entregaram.

Um brilho salvador em suas mãos me chamara a atenção. Em um mergulho estava com a moeda em mãos novamente e a lancei em busca de paz.

— Cara. – Emmett disse com uma voz tão rouca que era como escutar o rangido de uma porta.

Segurei o fôlego no momento em que ele se levantou do sofá e se postou atrás de mim. No momento em que abri minha mão...

— Eu ganho, Rosalie.

— Suponho que isso significa que perco.

Perder. Ganhar. Quem estava contando isso agora?

— Se toque.

— O quê?

Emmett POV

Agradeço São Longuinho pelas graças impossíveis.

Não tão impossível, afinal eu sempre fui muito bom com jogos de azar e, agora, era apenas mais um jogo que eu teimava em vencer.

Rosalie me olhava aturdida com meu pedido e comecei a rever meus conceitos de que toda “boa mulher” se tocava ao menos uma vez por dia.

— Quero que se toque.

Aquilo era um jogo? Não mais, para mim passou a ser vingança. Vingança por todas as vezes que corri para o vestiário do laboratório a fim de conseguir algum alívio ao pensar em foder essa mulher.

Rosalie levou os dedos até o pescoço e começou a acariciar-se brandamente. Alôoooo, alguém aqui pediu pescoço?

— Mais abaixo.

Minha voz saiu grossa e eu sabia o motivo: meu pau que uivava como um lobo faminto.

Tentei me manter a alguns passos longe de seu caliente corpo, mas como retardado que sou, consegui ficar a centímetros de seu rabo sentir minha ereção.

Finalmente ela cedeu ao meu comando e uma mão desceu distraidamente por seu corpo, cada vez mais abaixo, até que finalmente se perdeu no abismo que se escondia entre suas pernas.

Puta merda, quero sanidade. Alguém teria para vender?

Meu esforço era hercúleo em não tomá-la rapidamente e saciar meus sonhos, mas ao contrário disso, fechei meus olhos e consegui recobrar minha motivação mais intima e pessoal: ter Rosalie.

— Quero que brinque com seus peitos.

Seu olhar centrou-se em me negar tal pedido e eu comecei a questionar minha paciência.

— Ponha as mãos sobre seu corpo e se toque. É uma ordem e não um pedido, Rosalie.

Seu olhar acendeu como uma tocha em meio a uma deserta caverna. A Princesa do Gelo era uma ótima submissa?

Um gemido ecoou, e sabia que eu havia colaborado para isso tanto quanto ela.

Finalmente ela seria minha. Seus olhos desviaram-se dos meus no momento em que sua mão deslizou pela delicada renda branca, beliscando aqueles mamilos que não tardaria e eu estaria mordiscando-os.

Sim... Mordiscá-los, seria uma idéia.

Sem pensar tomei a moeda de sua mão e a lancei.

Sentia seu olhar duro contra a moeda. Ela queria ganhar e forçou sua voz:

— Cara.

E lá estava a coroa me saudando.

— Enfie as mãos na tanga.

Mas que merda eu estava pensando ao pedir isso? Era obvio que Rosalie deixaria o jogo agora. E para meu desespero ela reagiu de outra forma.

Rosalie fez o que pedi, abrindo mais suas pernas e mergulhando sua mão por dentro da tanga. Fuck!

Voltei a sentar em sua frente e admirar seu rosto se contorcendo de prazer. Rosalie fechava os olhos e mordia os lábios como se quisesse conter a fúria que existia em seu corpo.

Vi quando sorrateiramente suas mãos se afastaram e correram para as laterais da calcinha. Deus dai-me paciência, pois se me der força arranco com os dentes essa merda.

Enrolou-as ao redor do seu dedo e a puxou, deixando descobertos os cachos que cobriam seu sexo. Foi inevitável meu gemido escapar. Mil vezes droga! Assim não teria como me controlar e não tomá-la ali mesmo, mas assim que me movi percebi que Rosalie ansiava por uma única coisa, tal como eu.

Foda-se o bem da ciência, agora nós precisávamos de um doce e maravilhoso orgasmo.

Rosalie me encarou como se soubesse o que se passava pela minha cabeça. Seus olhos percorreram o caminho até minha mão e ela tirou as suas daquela calcinha.

A moeda cintilou em seus dedos agora melados e ela a lançou.

— Escolho coroa.

Foi a última coisa que me lembro de ter dito antes de ver aquele vil metal escorregar de suas mãos para baixo do sofá.

— Merda, onde caiu? – Rosalie olhou diretamente para o chão.

— Debaixo do sofá.

E lá se foi minha sanidade. Rosalie apoiou-se nos joelhos e se inclinou para frente. Aquela posição deixou sua bunda descoberta e o único telespectador fez a famosa “ola”.

— Santo Deus, Rosalie. O que está me fazendo?

— É coroa. — respondeu ela, enquanto saía debaixo do sofá.

—Então ganho.

Não perdi tempo em ganhar meu prêmio. Coloquei uma mão sobre suas costas e respirei:

— Fique aí, Rosalie. Quero que fique de joelhos e que rebole.

E lá estava aquele maravilhoso rabo rebolando em minha frente enquanto eu ainda tentava controlar a respiração que me rasgava por dentro, fazendo-me reprimir o gemido garganta adentro.

Ela fazia todos os movimentos possíveis e que eu já havia tido a honra de sonhar. Rosalie era uma gata indomada e eu estava pronto para estalar meu chicote contra seu lombo e educá-la como minha.

Rosalie POV

Continuei rebolando sim, mas por puro desejo e vontade. Sentia minha calcinha a cada segundo se enrolando ainda mais contra minha carne, aplacando o desejo e a vontade de que Emmett me tocasse.

Estiquei o braço em uma tentativa de alcançá-la, mas foi me esticar para sentir a pressão sobre meu clitóris aumentar e eu arfar, até perder a vista da maldita moeda.

— Emmett?

— Sim?

— Perdi a moeda.

BAN!

Em segundos senti Emmett atrás de mim de joelhos.

— Já não a necessitamos.

— Não?

OH Deus, aquilo só podia significar que o soro finalmente tinha feito efeito. Tomei coragem e olhei por cima do ombro, tratando de comprovar com meus próprios olhos o que tinha ocorrido a seu pênis.

— O que está fazendo, preciosa?

Aquela voz rouca, profunda e masculina lhe acariciou brandamente a pele, enquanto sentia que Emmett estava mais próximo ainda.

— Estou tentando ver seu pênis. Para comprovar se a dose funciona.

— Meu o quê?

Eu queria me esconder. Oras isso lá é pergunta para se fazer? Ele não sabia o que era um pênis?

— Já me ouviu.

— Que forma é essa de falar???? Pênis.

— Bom, até onde eu saiba isso se chama pênis, e não me faça repetir como um macaco adestrado Emmett...

— Er... Tecnicamente, sim doçura, mas deixemos o jargão técnico para o laboratório. Não me excita absolutamente.

Hein? Emmett tateou meus cabelos afastando-os do ombro e chegou muito, mas muito próximo ao meu ouvido, a ponto que eu senti sua ereção contra meu rabo e sua respiração cortada.

— Sabe o que é que realmente me esquenta, princesa?

Agora era a minha deixa para simplesmente desfalecer e dar de cara no chão, mas minha curiosidade cientifica era maior, afinal tudo aqui não passava de uma experiência pelo bem da ciência e eu tenho certeza que seria essa a desculpa que Emmett usaria segundos após isso acabar.

— O quê?

— Dizer sacanagens.

Virgem Santa! Acabou de me ganhar senhor Emmett, afinal não era de hoje que adorava um palavrão no auge do sexo.

Meus ex nunca entenderam minha vontade de ser possuída com unhas e dentes literalmente. Arrisco-me a dizer que nunca algum deles havia acendido-me como agora esse maldito o fazia apenas com palavras.

— Começo eu.

Assenti com vontade imensa de lhe dizer: Foda-se Emmett Cullen e toda a sua corja loira e burra que deseja. Tenha uma mulher de verdade.

— Tenho o pau como uma pedra e a ponto de estalar, Rosalie. Morro de vontade de te foder.

Apenas uma reação: PUTA QUE PARIU.

Senti a saliva cortar minha garganta enquanto descia e meus seios tornarem-se lanternas de farol.

— Sua vez Rosalie. — disse ele.

Com o ventre explodindo de desejo e a cabeça rodando, abri a boca e escutei rouca e sensual:

— Emmett, quero sentir seu pau todo cravado em mim.

Ainda tentei não gemer, mas foi impossível.

Emmett ficou imóvel, como se tivesse se convertido em uma estátua de sal. Fiquei com receio de me mover, mas precisava saber se havia surtido o efeito desejado. Tal qual me afastei, comprovei o efeito desejado.

Jogo, set e partida!

Emmett POV

Essa diaba queria me explodir com palavras.

Não sei nem como, mas segundos depois de sua frase, me levantei trazendo seu corpo comigo.

Suas curvas moldaram-se perfeitamente ao meu corpo e me controlei para não fodê-la como um leão.

Minhas mãos conduziram por sua pele com força. Suave, sedutora e cheirosa, merda! Eu tremia com ela em meus braços. Estava mais que excitado, estava realmente duro como uma pedra querendo me enterrar nesse corpo.

Deveria estar mais que preocupado e decepcionado pelo soro ter falhado, e seu futuro profissional depender do êxito daquele experimento. Mas, maldita seja, estava me deixando puto, até eufórico com a falha.

Sem pensar em mais nada, inclusive no bem da ciência, cravei meus dedos naquele quadril e rocei. Sim, rocei meu pau duro contra aquela suave renda que agora eu sabia, estava mais que encharcada.

— Acabaram-se os jogos, Rosalie. Preciso saborear seu corpo. Cada centímetro de sua pele. — Acariciei seus lábios com o dedo polegar. — Começarei por aqui e logo irei descendo lentamente.

Senti Rose praticamente amolecer entre meus braços. Suas pernas pareciam não mais sustentá-la; prendi seu rosto em minhas mãos e comece a lhe acariciar ternamente: seus olhos, o nariz, as bochechas com os lábios e logo mergulhei em sua boca, a invadindo com a minha língua faminta.

Nossas respirações estavam por um fio tênue entre a morte e o prazer pleno. Sentia cada centímetro de sua pele tatuada sobre a minha. Peitos contra torso, membro contra ventre, pernas contra pernas, até que suas mãos ganharam vida e eu arfei contra sua boca.

Que feiticeira! Era a primeira vez que uma mulher me levava ao extremo apenas com toques sutis e um doce sabor que provinha da sua boca. Sentia seu corpo tremendo em busca de oxigênio, mas não deixava com que ela se afastasse.

— Puta que pariu, que corpo, Rosalie.

Controlei meus maiores instintos e a olhei nos olhos. Rosalie estava corada, porém seus olhos ainda mantinham a imagem da Princesa do Gelo que sempre afastava as minhas tentativas de tê-la naquele maldito laboratório.

Não tive mais pudores principalmente quando toquei de leve seu ombro e escutei seu gemido abafado.

Minha língua percorreu sua pele com uma extrema delicadeza e respirei o doce aroma que desprendia dela.

— Cheira tão bem.

Se não fosse seu suspiro, eu não saberia o que fazer; lambi seu seio com pequenos movimentos circulares que a fizeram arquear o corpo, lançando a cabeça para trás gemendo de prazer.

Deus! Estava me afogando naquele prazer tão intenso. Com a determinação própria de quem tem um objetivo claro em mente, fechei a boca em torno daquele farto e maravilhoso seio, arranhando com os dentes a sensível pele.

Ter seu corpo em minhas mãos era a sensação mais gloriosa que eu já havia experimentado. Era como provar o néctar proibido; ainda mais com a batida descompassada que seu coração emitia: Rosalie estava se preparando para me receber.

Senti seu corpo amolecer a cada passada de minhas mãos por sua tenra coxa, lentamente percorrendo sua cintura, deixando que meus dedos repousassem com certo carinho sobre seu baixo ventre.

Rosalie rendeu-se a mim arqueando seu dorso e abrindo ligeiramente as pernas buscando o meu toque.

Fuck! Não havia maneira que meu pau não latejasse de antecipação. Desci meus dedos em uma leve fricção para livrar sua pele daquela fina renda que cobria seus quadris. Puta merda! Ela estava mais lisa que bunda de bebê e aquilo me deixou pronto para estocar profundamente, mas consegui me reter e apenas acariciá-la com calma. Quando acariciei as úmidas dobras de sua feminilidade pude sentir a excitação líquida em meus dedos.

— Está muito molhada, preciosa.

Não me controlei e passei a dedilhar com delicadeza aqueles lábios rosados.

— Me diga Rosalie: Gostou de se tocar tanto quando eu gostei de olhar?

Sua respiração foi longa e profunda, buscando talvez coragem ou força para não desfalecer em meus braços... Talvez esperando que eu a possuísse agora mesmo.

— Sim.

Meu corpo tremeu de antecipação... Talvez? Sim? Será?

— Se toca quando está sozinha, carinho?

Percebi a dúvida em seu rosto, que logo passou para um escarlate claro.

— Não é errado, faço isso todo o tempo.

— Sim. — Sussurrou finalmente.— Gosto de me tocar.

— E o faz até gozar?

Meu corpo clamava pelo seu. Será que Rosalie já havia gemido meu nome? Será que já fui detentor de seu final, sem nem saber?

— Sim.

Rosalie parecia saber qual era minha verdadeira pergunta, pois seu sim veio carregado de desejo e sem esperar seu consentimento, mergulhei meu dedo em sua gruta pulsante.

— Esta noite o privilégio de te levar até o orgasmo será meu.

Rosalie POV

Sanidade.

Qualidade ou estado de são; Normalidade física ou psíquica.

Essas eram as definições que já não mais possuía. Assim que Emmett me penetrou com seu dedo, senti um intenso fogo acariciar minhas coxas. Suas palavras, tão sexuais, tão prometedoras, estiveram a ponto de me fazer convulsionar o vulcão que se esconde entre minhas pernas.

Segurava meu corpo contra a descarga elétrica que a cada toque se formava, mas foi impossível controlar o gemido quando Emmett dedilhou meu clitóris e me saudou com mais um de seus quentes dedos.

— Me conte no que pensa quando se joga na cama pelas noites e se acaricia... Imagina que são as mãos de outra pessoa?

Sua voz rouca clamava para que eu gritasse: Sim porra! Canso de pensar em você e esses dedos me fodendo por horas a fio, mas consegui me controlar e em um gemido lhe respondi.

— Sim.

— Me conte no que pensa e em quem, Rosalie.

Com uma força mais que descomunal, consegui morder meus lábios demonstrando que de minha boca nada sairia sobre esse assunto. Minha traidora mente já fazia com que meu corpo me entregasse para esse Sedutor.

Fuck! Ele queria me levar à loucura e não era por pouco. Emmett simplesmente tombou mais meu corpo e retirou seus dedos, a ausência fez a necessidade e no momento seguinte eu estava gemendo.

— Conta! Conta tudo e agora. Diz-me no que pensa e no que deseja e te darei o que quer.

Nossos olhos entrelaçados me deram à segurança que ele não brincaria com meu coração.

— Em você, Emmett. Penso em você.

Imediatamente senti seus dedos me envolverem novamente e pedi aos céus para que não gozasse imediatamente.

Sua boca se encontrou com a minha e nossos beijos foram tomados com força, enquanto seus dedos continuavam a me assolar. Um contínuo tremor tomou conta de meu corpo na medida em que seus dedos passaram a vir acompanhados daquela cabeçinha pulsante contra meu ventre.

Emmett estava quase me comendo e eu estava desejando isso com todo meu corpo.

Percebi apenas o momento em que a suavidade do tecido de meu sofá tocou minhas costas.

Encarei Emmett que parecia estar inebriado cara a cara com minha intimidade. Queria estender minhas mãos, tatear aquele cabelo e trazê-lo contra meu corpo imediatamente, mas ele parecia ter outra idéia.

— Carinho, é incrível.

Seus dedos voltaram a se afundar em mim no momento em que consegui abrir minha boca pedindo por mais.

— Por favor, Emm...

Então minhas preces foram atendidas.

Sua língua sobre a suave pele de minhas coxas. A calidez de sua boca se gravava a fogo sobre minha carne enquanto se aproximava cada vez mais ao vale entre minhas pernas. Quando finalmente seu quente fôlego tocou minha vulva, foi incontrolável o arquear de minhas costas clamando por um maior contato.

— O que quer que faça preciosa?

Lamba? Morda? Foda? Beije? Chupe? Grite? Se afunde? Coma?

Eram tantas as opções que eu tinha que já não sabia o que pedir, me senti em uma loja de comestíveis com uma fome incomensurável.

— Quero você, Emmett. Sempre quis você.

Ali havia entregado o ouro ao bandido.

Ao primeiro contato com sua língua, meu corpo estremeceu de prazer. Os dedos de Emmett acariciavam minha carne, enquanto sua língua procurava a zona mais sensível de meu sexo.

Deus, como gosto do que me faz. Estava morta e tinha subido aos céus, sem me dar conta que tinha esse deus do sexo entre as minhas pernas.

— Assim está gostoso, Rosalie? Você gosta?

— Puta merda, nunca tive...

Minhas palavras cessaram no momento em que deslizou mais um dedo dentro de mim, abrindo-me, enchendo-me por completo.

— Tão apertada, preciso lhe moldar para conseguir me acomodar, carinho.

De repente, uma onda de calor me cobriu por completo. Tremi sob seu corpo e soube que estava me desfazendo entre seus braços. Senti quando Emme me apertou ainda mais contra ele.

— Sim, assim. - Rapidamente Emmett absorveu meu orgasmo.

Assim que recobrei a respiração, Emmett deslizou-se sobre meu corpo para perder-se em minha boca e devorar um errático suspiro de prazer. Sua ereção incrustada em minha coxa não me deixava alternativa, beijando-o cada vez mais profundamente, tentando trazê-lo ao meio de minhas pernas.

Emmett mudou de posição, como se tratasse de não me esmagar sob o peso de seu corpo. Aquele pequeno gesto me deixou mais cheia de carinho e ternura.

— Levante-se.

Minha voz saiu dura e grosseira, talvez pela emoção que me controlava. Eu o mostraria o porquê do maldito apelido: Princesa do Gelo.

— Fiz algo errado?

— Claro que fez.

— Te fiz mal?

— Não. Agora dá pra ficar em pé?

Acariciei veladamente seu peitoral enquanto o punha em pé. Tomei alguns segundos para olhá-lo de cima abaixo.

—Temos um problema.

—Um problema? — Sua carinha de menino levado e amedrontado só me dava mais desejo por ele.

— Sim, um problema.

Logo baixei meu o olhar até pousá-lo entre suas pernas. Ele perceberia?

—Gosto de sua cueca.

Nunca tinha visto tal expressão: Emmett estava totalmente desconcertado.

—Obrigado.

—Agora tire isso.

—Santo Deus, Rosalie.

Sua respiração ofegante me deixou claro que havia conseguido meu propósito. Por nervosismo sua ereção pulsou.

Com um brilho sedutor nos olhos, fiquei ante ele e simplesmente deslizei uma mão dentro das cueca.

— Porra! O que está fazendo?

— Claro que se preferir que não…

— Não, não. Prefiro que o faça.

Emmett POV

Ansioso era pouco.

Sentir sua mão me acariciando enquanto tirava minha cueca deveria ser considerada forma de tortura medieval, e nessa matéria Rosalie estava se mostrando Phd.

Cueca ao chão, senti suas mãos rodearem meu pau. Por Cristo! Que mulher é essa? Precisei de todos os neurônios que corriam em direção ao meu pau para manter a boca fechada e não balbuciar como um idiota.

Ela primeiro acariciou distraidamente a ponta molhada e logo deslizou os dedos com suavidade pelo resto da pele, como se estivesse examinando a textura, a grossura e a longitude, enquanto eu tentava lembrar de como é respirar.

— Estava equivocada.

— Sério?

Já era! Perdi! O que eu fiz de errado? Era agora que ela me botava de pau duro fora de sua casa?

— Nunca devia apelidá-lo de Pequeno Emmett.

A casa rodava. Não, o mundo rodava. Finalmente consegui respirar, deixando de ver o mundo girar ao meu redor e no momento seguinte, tudo voltou a rodar quando ela agarrou meu pau e passou a estimulá-lo.

Seu corpo se reclinou sobre o meu. Senti suas grossas pestanas revoarem acariciando a pele de meu pescoço enquanto ela descrevia um atalho de beijos da garganta, passando pelo peito e seguindo lentamente para baixo, até que finalmente estiveram cara a cara ou, melhor dizendo, boca a pau.

— É bastante grande.

E voi lá! Perdi os neurônios que me sobravam naquele pré-gozo que se formou sobre minha glande.

Rosalie acariciou a ponta e estendeu o espesso líquido com os dedos, enquanto um rugido escapou pela minha boca praticamente selada. Seus joelhos quase cederam no momento em que aqueles lábios doces e carnudos tocaram seu prepúcio. Precisaria fazer grandes esforços para me controlar e não entrar em erupção.

Cinco patinhos foram passear... Além da montanhaaaaaaaaaaaaaa

—Realmente é maravilhoso.

Fui abocanhado e a maneira com que ela fazia... Deus, essa mulher é incrível. Podia ser selvagem e indomável, e tão passional como eu. Uma de onda de calor percorreu minhas veias e produziu uma estranha sensação de plenitude no coração, a que não estava muito acostumado.

Sem deixar de me acariciar, Rosalie abriu a boca e passou a língua pelo lábio inferior.

— Mmm…

OH, Deus. OH, Deus. OH, Deus.

Aquele leve gemido esteve a ponto de me levar ao limite. Sentiu como o sangue pulsava com força em seu membro e o fazia crescer ainda mais. Com uma mão consegui acariciar lhe os peitos e belisquei os mamilos. Rosalie suspirou e se arqueou ainda mais contra meu pau.

Sentiu a pressão perfeita sendo executada em seu pau e por pouco não perdeu o equilíbrio. Tomei seu rosto entre as mãos e fiz com que seguisse o ritmo das estocadas que dava naquela boca.

Como uma ratinha, Rosalie tateou até encontrar meus testículos e, puta merda como isso era bom.

— Deus!

Sentindo o suave tato de sua língua sobre a dobra do meu pau era mais que suficiente para me fazer gozar. Entretanto, foi o sensual miado de prazer que ela emitiu que foi muito para mim.

— Vou gozar.

Tentei tirar sua boca antes que fosse tarde, mas ela se negou a mover-se. Continuou com a boca fechada ao redor do meu pau, chupando com todas suas forças até que meu corpo explodiu em prazer.

A sensação foi tão forte, tão intensa, que durante uns segundos minha vista nublou. Necessitei um momento para recuperar o fôlego e a compostura.

Por Deus! Que mulher era essa ajoelhada aos meus pés? Rosalie me fazia sentir coisas que nem sequer sabia que existiam.

Acaso não era um Cullen «de frio coração»? Um homem que só pensava com o membro e que era incapaz de ter sentimentos ou de vincular-se emocionalmente com uma mulher?

Rosalie emitiu um suave murmúrio e quebrou meus mais levianos pensamentos. Não contive minha necessidade de tocá-la e acariciei sua bochecha.

— Preciosa, é incrível.

Minha voz saiu como um resmungo; tentei ocultar as emoções que agora percorriam minha mente. Como uma gatinha acomodada, ela se aconchegou contra meu corpo e passou a língua pelos lábios.

— É... Você não é tão ruim assim.

Sorri, essa mulher era minha versão de saias, só podia. Era a única explicação para todos os sentimentos que ela havia aflorado em mim. Tomei-a mais ainda em meus braços, esperando que a pressão exercida não fosse tamanha, ou que demonstrasse tudo que havia me causado.

Durante uns minutos, nenhum dos dois disse nada. Ficaram ali de pé, abraçando-se, escutando o suave tic-tac de um relógio que soava na distância.

Finalmente, rompi aquele agradável silêncio que nos envolvia.

— Suponho que o soro falhou.

— Estou achando...

—Sabe o que significa isso?

— Que nossas carreiras estão em perigo.

Meu pensamento era outro, mas ter a verdade aos olhos havia me feito acordar. Nosso lado profissional dependia disso.

— Teremos que trabalhar duro amanhã no laboratório, averiguar o que é que está errado e voltar a testá-lo à noite.

— E se o soro falhar outra vez?

Sua voz parecia de arrependimento, mas no momento em que sorri, ela me acompanhou.

— Então teremos que trabalhar duro também, mas de uma maneira totalmente distinta.

— Sabe que estou disposta a fazer algo pelo bem da ciência, mas não poderemos trabalhar até amanhã pela tarde. Graças à percepção superior do nosso diretor, temos que cumprir com as três normas básicas do bom colega de trabalho: compromisso, futebol e churrasco.

— Ao nos relacionarmos fora do trabalho, abrimos as portas para que a felicidade e a harmonia entrem em nossas vidas.

Rosalie me acompanhou na frase que se encontrava em todas as carteiras profissionais daquele laboratório.

— Sabe... Poderíamos não dar-lhe atenção e lhe dizer que já nos relacionamos o suficiente este mês.

— Não acredito que este seja o tipo de relação a que ele se refere.

Seus olhos estavam apertados e as sobrancelhas acompanhavam. A piada não havia lhe agradado.

— Sim, bom, suponho que isto não é o tipo de conexão entre empregados que ele quer.

Rosalie POV

E lá estava a prova fiel de que tudo aqui havia acontecido pela ciência. Lá estava o Sedutor atacando, mas dessa vez a pessoa errada.

— “Isto”, como você chama, poderia nos pôr de quatro na rua.

Minha vontade era socar a boca do estomago perfeito desse crápula que permanecia com um sorriso perfeito, nesse rostinho perfeito.

Senti seus olhos pousarem em meus lábios e pronta para recusá-lo com um belo tapa deixando claro o isto, escutei um barulho ao fundo.

Ring. Ring. Ring.

Consegui escapulir do círculo que nem havia percebido que seus braços haviam formado ao meu redor. Emmett franziu o cenho.

— O que acontece?

— Esse som. Está ouvindo?

— Você tá ouvindo algo?

— Em suas calças.

— Ouve um som dentro de minhas calças?

Sua suave risada me encheu de um sentimento quente e agradável.

— Seu celular está tocando.

Emmett ainda me encarava como se não tivesse entendido o que falava para ele.

— É verdade. Onde demônios estão minhas calças?

Afastei-me no momento em que ele atendia, tentando me concentrar em como acabar com essa fantasia ridícula em minha cabeça.

Quando Emmett seria o homem ideal para mim? Nem hoje, nem amanhã, nem nunca.

Emmett POV

Rastreei o som do telefone até que finalmente encontrei os jeans em um canto. Peguei a merda e rapidamente atendi.

— Sim?

— É você, Emmett?

— Não a vovózinha, estou esperando o caçador... Claro que é, quem é?

— Tyler, do departamento de segurança do laboratório.

Fodeu! Foi a única coisa coerente que minha mente conseguiu formalizar, após todos os xingamentos que habitavam, já que haviam interrompido minha chance de ter Rosalie em meus braços ou em sua cama.

Uma chamada de segurança àquelas horas da noite não podia significar nada bom. Levantei o olhar do chão e encontrei com o de Rosalie, que observava com cara de preocupação. Consegui murmurar as palavras “segurança” e “laboratório”, ganhando mais de sua atenção.

Tyler pigarreou de novo e continuou.

— Houve um problema em seu laboratório.

— O que acontece?

— Alguém entrou.

Que merda! Tratei de rapidamente vestir minhas calças.

— Agora ligarei para Rosalie. — disse Tyler.

— Não se preocupe, falarei com ela. — Desliguei o telefone e a olhei.

— O que houve?

Seus olhos não conseguiam omitir tal informação. Tudo que havia conquistado nesse momento se evaporou. Em sua frente estava a Princesa do Gelo novamente.

— Alguém entrou no laboratório.

Vi quando a cor abandonou a face de Rosalie.

— A pesquisa…

— Provavelmente isso seja o que procuravam. Vamos, temos que passar por lá e ver se falta algo.

~.~.~.~.~.~.~.~.~.~.

Atrás de Rosalie que tentava abrir caminho entre os dois fornidos oficiais que bloqueavam a entrada do laboratório, pude ver o porquê de seu apelido, no momento que um chimpanzé comendo um donut tentou bloqueá-la.

— Desculpe senhorita, mas não pode entrar aí.

No momento em que percebi a ira que ele sentiria achei melhor protegê-lo dela. Sua fúria seria péssima nesse momento.

Consegui segurá-la pela cintura tentando trazê-la para mim e proteger o guarda de apanhar feito criança levada.

— Ela é Rosalie Halle e eu, Emmett Cullen. É nosso laboratório.

Consegui mostrar minha identificação funcional e Rosalie ainda bufava contra meu corpo, numa pura demonstração de sua fúria avassaladora.

Essa mulher é uma tigresa na cama... Pena que não a senti ainda.

— É obvio, entrem. Estávamos esperando-os. Necessitamos que revisem tudo para saber se levaram algo.

Rosalie passou entre os oficiais e em seguida o forte aroma de amônia saturou meus sentidos. Percebi que estava tão afetado quanto ela com o estado de nosso laboratório. O arquivo, que estava destroçado, com todos os arquivos espalhados por toda a sala. O trabalho de meses perdido ou, pior, roubado.

— Que desastre. — Sua voz era calma, mas sua raiva, evidente.

Rosalie me olhou de esguelha. No canto de seus olhos se formaram pequenas rugas de preocupação e sua boca parecia emoldurada por profundas linhas de tensão.

— Crê que isto foi fortuito?

Era evidente que ela buscava a minha certeza.

— Não tenho nem a mais remota dúvida de que isto foi feito por alguém da AdTech. Só esses caras seriam capazes de fazer algo assim.

— Rosalie…

Rosalie POV

Sabia o que queria saber, e por um segundo senti que podia confiar nele... Segundo, eu nem ousaria não confiar no homem que havia domado meu corpo como ninguém...

— Os arquivos estão a salvo. — Suspirou aliviado.

— O que faria sem você?

Sua pergunta era retórica, mas meu coração falhou em uma batida ao cogitar a possibilidade de que eu realmente faria falta a Emmett.

—Talvez devessem dar uma olhada aqui. — Disse a voz do detetive do outro lado da pequena sala.

Olhamos rapidamente para aquele enorme detetive que mais parecia um saco ambulante de donuts.

Emmett me ajudou a ficar em pé, talvez ele soubesse o quão fraca ainda me encontrava.

— Quebraram esta fechadura. Veem algo estranho aqui dentro? — perguntou o detetive.

Atravessei a sala. Mas que merda haviam feito em minhas provetas? Levaria meses analisando os componentes de cada um dos tubos, e ainda assim não teria certeza se tudo estaria certo.

— Não posso lhe confirmar nada. Precisarei de tempo para analisar o conteúdo destas provetas.

O detetive entregou um cartão com seu nome.

— Quando tiver terminado me chame neste número.

Olhei o cartão. Detetive Gorducho, também conhecido como detetive Mike.

Guardei o pequeno retângulo de cartolina no bolso traseiro dos jeans. De repente um som junto à porta do laboratório chamou minha atenção. Deu a volta e viu Alice, sua assistente, com os olhos abertos como pratos.

— Rosalie, o que aconteceu? Recebi uma chamada do Tyler me dizendo que passasse em seguida pelo laboratório.

Abracei aquela pequena companheira de todas as horas, o laboratório destruído, a experiência e, principalmente, o maldito teste...

— Estão bem? Está vermelha Rosalie querida, o que se passa?.

— Emmett e eu estamos bem. Não estávamos aqui quando aconteceu.

E agora eu entregava que estava com Emmett em casa tendo o mais maravilhoso sexo oral da minha vida, ou diria apenas que faltou tempo para pôr Emmett dentro de mim e gemer como uma vadia sob seu corpo?

— O que posso fazer para ajudar?

Alice conseguiu quebrar o olhar que eu lançava para Emmett antes mesmo dele reparar. Eu estava louca por ver meu laboratório destruído e ainda pensar no “não tão pequeno Emmett”.

— Tenho que analisar os conteúdos destas provetas para determinar se foram alteradas. Pode me dar uma mão?

— Claro que sim, chefa! – Alice respondeu já se pondo em direção aos frascos, movendo o rabo de cavalo como se fosse a cauda de um cachorrinho.

Suaves mãos me acariciaram e em um segundo, todo meu corpo se arrepiou. Com um movimento da cabeça, ele assinalou a jaula de metal junto à janela, onde guardavam os dois ratos de laboratório que utilizávamos.

— Ao menos Bonnie e Clyde estão ilesos.

Sua voz doce acariciou minha pele enquanto o contato de sua mão me trazia a mente lembranças doces e pecaminosas. Um calafrio percorreu minhas costas.

— Quisera que o experimento se consistisse em ensiná-los a falar. Assim poderiam confirmar nossas suspeitas a respeito dos quais são os responsáveis por isto.

Ele riu e afastou uma mecha de cabelo da minha testa. A calidez daquele gesto tão delicado me encheu de uma agradável sensação, mas me afastei antes que Alice se desse conta do que estava passando entre eles.

Confio nela, mas não a ponto de deixar que minha vida amorosa vire assunto de máquina de café.

— Revisarei esses arquivos e verei se falta algo enquanto vocês se ocupam disto.

Observei a bunda de Emmett se afastar, enquanto lembrava de como era tocá-la.

— Mmm… Então?

— O quê?

Olhei para a primeira proveta e logo passei para Alice.

— Leve isto ao laboratório de análise, por favor.

Alice segurou o tubo, mas simplesmente continuava a olhar para mim.

— O que está acontecendo entre vocês?

— Hein? Como? Nada Alice, nada.

— Não me diga que nada. Vi como se olham.

Tentei passar despercebida pela indagação de Alice, tomando outra seringa para repetir o processo com outra proveta.

— É coisa da sua cabeça Alice, estou estressada com o roubo... Não há nada para se pensar...

Assim que cruzei meu olhar com ela, Emmett estava atrás e foi impossível não retribuir o sorriso de trinta e dois dentes que me deu.

— OH…, Meu Deus! – Sua voz era aguda e fina, me trazendo o medo a pele.

— O quê?

— Dormiram...

— Está louca Alice? Não me deitei com ele.

Afinal isso não era uma mentira e eu a sustentaria até o final do mundo...

— Com o Emmett.

— Cala a boca! Está parecendo uma doida varrida...

— Está na sua testa que fez... – Seus pulinhos tornaram-se difíceis de controlar. — Me conte. Conta tudo, até os detalhes mais suculentos.

— Alice cala essa boca antes que ele nos ouça.

Parei para olhar e encontrei-o abordando o detetive.

— Eu sabia! É verdade...

— E isso é o fim do mundo...

— Manda bem?

Suspirei sabendo que ela não se daria por rogada se lhe sussurrasse que havíamos apenas nos apresentado oralmente...

— Escuta, conto tudo e com detalhes se me prometer deixar o tema por agora.

— Eu sabia... Larárárárá... — Só faltava ela levantar e dançar sua musiquinha.

— Anda. Ao trabalho. Falaremos mais tarde.

Finalmente Alice desapareceu pela porta. Segui trabalhando como podia, mas a presença de Emmett ali me deixava um tanto quanto desejosa. Observei por relances enquanto ele pegava Bonnie nas mãos analisando se ela havia sofrido algum dano.

Teria gostado de estar em suas mãos novamente, recebendo aquele carinho e como se pudesse notar meus olhares, Emmett me olhou.

O estúpido coração que morava em meu peito, mas que agora deve estar de mudança, falhou. Emmett simplesmente sorriu e piscou para mim, em um gesto sensual e carregado de significado.

Nem bem me recuperava disso, Alice apareceu na porta interceptando nossos olhares.

— Tudo está bem. Não parece haver nenhuma alteração na composição do potencializador da libido.

Hein?

— Potencializador? Isto não são potencializadores. O que te pedi que analisasse é um inibidor.

— Acho que não. O que me deu é com certeza algo como Ciallis...

Sua risadinha me lembrava de que eu estava em suas mãos...

Conferi o tubo que estava em suas mãos... Número vinte e cinco... Era do lote de trinta inibidores que havia preparado...

— Repita as análises, Alice.

— Por quê? Analisei duas vezes e não há nenhum problema. Ninguém alterou sua composição.

Impossível. Aquelas amostras eram os inibidores... A menos que…

OH, não! Merda! Alguém penetrou no laboratório antes dessa noite.

E a verdade se materializou em minha frente e rapidamente puxei o lixo para aplacar o fel que inundou minha boca.

Apliquei um potencializador em Emmett!

É claro! Era óbvio que ele nunca se interessaria por mim dessa forma se não fosse o veneno que havia lhe aplicado. Afastei meu banco e o chiado contra os ladrilhos atingiu meu ouvido, deixando tudo nublado e desfocado.

Escutei ao longe a voz de Emmett e por deus, aquela ereção não tinha nada a ver com minha habilidade de excitá-lo; uma brisa teria tido o mesmo efeito. Minhas pernas falharam, teria que lhe contar a verdade.

Segurei o fôlego por mais tempo e consegui me erguer sem sua ajuda ou mesmo Alice que agora me olhava absorta.

— Parece que alguém alterou o conteúdo dos tubos e que a dose que te administrei esta tarde não era um inibidor, mas sim um potencializador da libido.

— Está me tirando o sarro? – Sua pergunta veio acompanhada de um sorriso.

— Não.

Ele deixou cair a pasta que tinha entre as mãos sobre a mesa de trabalho e logo afundou as mãos nos bolsos, deslizando os jeans uns centímetros mais abaixo de sua cintura.

Ele estava ciente de que nunca teria sentido algo por mim, e talvez isso tenha sido a resposta que ele buscava.

— Essas são boas notícias. Quero dizer, ótimas, afinal nosso experimento não falhou.

É claro que eram boas noticias, afinal, quando eu pensei que minha vida pessoal viria antes da profissional?

Eu era tão insignificante para Emmett que agora sabia, ele me levou ao delírio apenas porque precisava, não porque queria.

Ele entreabriu os olhos e me olhou fixamente. Aparentemente se deu conta do meu repentino mal-estar.

— Está esgotada, Rosalie. Deixe que eu te leve para casa; dormir esclarecerá a mente e fará com que se sinta melhor.

Deus! Precisava me afastar dele, descobrir o que eu sentia por ele com essa intensidade.

Sem sequer olhar para aqueles olhos de encantador de serpente, consegui falar sobre meus ombros.

— Não precisa se preocupar. Estou bem e Alice aqui, pode me levar já que mora perto de casa. De todas as formas Emmett, acho que já fez o suficiente por esta noite.

— Então me permite acompanhá-la até o carro?

Andei até o arquivo tentando evitar que ele chegasse próximo de mim, mas assim que parei em frente ao arquivo para conferir se estava fechado, percebi sua aproximação.

— A polícia segue procurando pistas pelos arredores. Estaremos bem.

Consegui soltar a respiração que nem havia me atentado de segurar. Merda! Mil vezes merda!

— Está segura?

Senti sua respiração contra minha pele e novamente minhas pernas não responderam. Suas mãos tocaram minha pele em um lento carinho vindo de seu polegar.

Estava incapaz de pronunciar uma só palavra, por fim assenti com a cabeça. De repente, aguentar o olhar daquele homem me pareceu o mais difícil do mundo.

— Amanhã pela manhã passarei para te buscar para ir ao futebol do laboratório; quando acabarmos, podemos passar por aqui.

— Não, não precisa, irei de carro.

Respondi rapidamente não querendo parecer alterada pelas recentes descobertas, mas a verdade era que por dentro, implorava para escutá-lo dizer que tudo não passava do mais puro desejo dele por mim.

— Nos vemos lá. – Consegui pronunciar com certa grosseria, fazendo com que ele se afastasse do meu corpo, como um gato que acabara de levar uma descarga elétrica.

— Certo. Ficarei um pouco mais para limpar esse desastre.

Antes que tivesse tempo de protestar, Alice ficou em pé de um salto.

— Foi isso então??? Vocês são loucos ou o quê? Experimentaram em si mesmos o experimento? Esse foi o motivo de terem transado?

Por um momento senti todo meu sangue congelar. Aquela anã de jardim pagaria muito caro.

Interrompi as próximas palavras dela e de Emmett.

— Boa noite Emmett e vamos logo Alice.

Saí do laboratório como minha própria cobaia. Fugi do assunto sem dar chances de Emmett concordar com Alice e simplesmente me destruir.

Assim que entrei no carro de Alice e a luz interior se apagou, a escuridão me envolveu com seu frio manto.

— O que foi que eu fiz?

— Onde está o problema? Dormiu com ele! Não era o que queria desde sempre?

— É obvio que é! Que era! Que seria! Que será Alice! Mas não vê? Ele não me chupou porque queria e sim pela merda de um veneno que eu mesmo inventei!

— OK! Está certa, ele não se deitaria com você porque não é o que ele faria normalmente... Sair com qualquer par de pernas e um belo par de peitos...

— A questão é: não se deitaria comigo se as amostras não estivessem mescladas, Alice. Você mesma o disse!

— O que te faz pensar que não Emmett não te foderia?

— O inferno ainda não se congelou, Alice.

— Sério, Rosalie, o que te faz pensar que ele não gosta de você?

— Não sou seu tipo. Você acabou de descrever o tipo de Emmett e sabe muito bem que não me encaixo nele.

— Por um acaso seu espelho está quebrado? Rosalie, você não é nem um pouco de se jogar fora... Aliás eu não teria dúvidas em te comer...

— Hein? Pronto. Definitivamente sou um ímã de insetos estranhos.

— Cala a boca.

— Pronto, está definido. A Princesa do Gelo passará a ser conhecida como ímã para insetos estragados.

— Então Emmett é o inseto estranho mais gostoso com o qual eu cruzei alguma vez.

— Apenas para que registre em ata, não dormimos juntos, mas fizemos e muito, todo o resto.

— Peraí, deixa me ver se entendi isso... Quer ou não se deitar com ele e acabar o que começaram?

— Não… Sim… Não sei.

— Bem, o que decide?

Mentir e ser uma covarde ou arcar com as conseqüências?

— Sim.

— Pois então vá encontrá-lo. Seduza-o amanhã, se bem que isso seria o que eu faria... Você, bem, acho que prefere que isso caia do céu...

Acabei por bater algumas vezes na testa de Alice.

— Tem gente? Esqueceu que só aconteceu por conta das amostras trocadas?

Alice arqueou uma sobrancelha e seus lábios se formaram um sorriso brincalhão.

— Volta a trocar as provetas.

— VOCÊ ESTÁ MALUCA?

— Chega Rosalie, chega de ser a menina boa... A fama você já tem... Agora deita na cama de má...

— Quer saber onde está o problema? Começo pela imoralidade… Vou até o profissional e digo que nunca usaria um experimento em proveito próprio. E outra Alice, semana que vem tenho que apresentar os resultados ao comitê... Não tenho tempo para “brincadeiras”.

— As palavras chave em tudo isto são «semana» e «que vem». Para de ser uma melindrada... Tem tempo mais que suficiente para provar o experimento e para ser bem comida...

Olhei para aquele ser de meio metro, inteira cor de rosa.

— Não tinha nem ideia de quão malvada é... Lembre-me de demiti-la amanhã de manhã...

Alice sorriu bem na hora em que estacionava na frente do meu apartamento.

— Pense nisso.

— Você está maluca que irei pensar nessa possibilidade...

— Rosalie, espera. É verdade que irá com teu carro amanhã?

— Sim.

— Então passarei para te buscar... Não tem motivo para irmos com dois carros e afinal, meu carro é mais bonito que o seu.

— Maluca! Porsche cor de rosa é lindo apenas para você Alice, mas a ideia é boa... Passe aqui sim.

Entrei no apartamento tentando esquecer aquela conversa maluca de Alice, pois a cada pensamento... Via que até soava como uma boa idéia...

SANTO DEUS!