domingo, 19 de junho de 2011

Capítulo 5
Capítulo 3

Capítulo 3

Meio, chuteira e camiseta da empresa. Nada contra o esporte preferido do diretor Edward, mas futebol não era um esporte para mulheres. Tombei meu corpo em uma das macias espreguiçadeiras do jardim privado do diretor, protegido do exterior por uma fileira de árvores. Com uma mão segurava um copo de limonada gelada e com a outra massageava o joelho que eu acabara de machucar.

Ao meu redor, uma decoração floral e linda, obra da belíssima esposa do diretor, que mais uma vez havia armado aquele churrasco para que a ambiência da empresa sempre fosse a melhor dos Estados Unidos.

Tudo estaria ótimo como sempre se meus olhos não pousassem sempre em Emmett.

Ótimo! Agora o grandalhão vem em minha direção.

A piscina seria um ótimo lugar para eu mergulhar e conseguir evitá-lo, mas ele já estava inclusive sem as roupas do esporte. Uma bermuda abaixo da linha da cintura ressaltava com tanta precisão as linhas de suas coxas e de seu traseiro, preciso dizer que camiseta não existia? Conseguia contar os oitos sedutores músculos abdominais que só tinha visto em anatomia avançada.

Dizer que eu babava era impossível, uma vez que minha boca estava seca e meus lábios pulsavam em desejo de tê-lo novamente.

“Volte a trocar as provetas”

Sai daqui Alice!

Minha mente já pregava peças pensando em como seria a possibilidade de trocar os conteúdos dos tubos e me entregar a luxuria nos braços desse... desse...

- Tesão. – Jéssica, do departamento de contabilidade, ao meu lado, completou com a maior precisão tudo que eu pensava sobre Emmett.

Olhei ao meu redor e finalmente percebi que não era a única que desfrutava da vista. Um grupo de mulheres com os olhos cheios de lascivas promessas convidavam-no a que se unisse a elas na piscina.

E antes que eu tomasse conta, Emmett sorriu a todas, porém continuou em minha direção sem dar um pingo de atenção a elas e, por dentro, eu sorri.

Repentinamente, Jéssica, materializou-se frente a ele como um cachorrinho, ou melhor, uma cadela no cio. Se aquela vadia tivesse rabo, agora mesmo o estaria abanando como uma louca.

Jéssica tinha os requisitos que eu e Alice já havíamos listados como “favoritos para que Emmett coma”: loira, burra e de rabo avantajado. Abstrai de saber o que falavam no momento em que quase uma cavalaria inteira se jogou na piscina, para disputar uma partida de voleibol.

Praguejei aquela cadela no cio e pedi em vão para que ela se afastasse dele. Isso é tão típico, peguei e já quero me apegar...

Acabei desviando meu olhar dos dois, no momento em que Emmett, tentava deixá-la de lado.

Assim que meu olhar encontrou o de Alice, uma sombra se fez sobre meu corpo e com ela o ar se tornou rarefeito. Meu corpo correspondeu imediatamente ao sorrisinho sacana que Alice retribuiu.

—Está bem?

Ele se aconchegou a meu lado trazendo seu cheiro másculo e inebriante como uma úmida baforada entre minhas pernas.

No momento em que consegui recobrar as funções cerebrais, tudo fora por água abaixo. Emmett tomou minha mão e delicadamente, pois se a fazer pequenos movimentos circulares com seu polegar sobre minha pele...

Esse dedo... Esse movimento...

Precisei cruzar as pernas para aplacar a necessidade que meu corpo tinha de senti-lo. Percebendo ou não, minha repentina falta de diálogo, Emmett sorriu.

— Deram-lhe uma surra no último carrinho...

Pegou em meu braço e o esticou fazendo com que a dor voltasse.

— Ai. - Minha voz saiu mais como um miado de um gatinho desesperado pelo amparo de sua mãe, que qualquer outro barulho. — Bom, não precisava ter me dado aquele carrinho...

Seus olhos, emoldurados por umas longas e escuras pestanas, pareceram me pedir desculpas.

— Sinto muito, foi um acidente com você, mas claro que quando me joguei sobre o Sam não foi precisamente por acidente.

— Está tirando sarro? — Sam, um dos meus jovens assistentes, que sempre era mais que solicito aos meus pedidos e necessidades. Claro! Sempre que podia não cansava de me passar as mais tolas cantadas, por mais que eu o chamasse muitas vezes de meu bebê, ele continuava insistindo.

O sorriso de menino mau de Emmett adquiriu uma nota de maldade.

— Não.

— Por quê?

Seu sorriso sumiu, e uma carranca apareceu em seu lugar. Seria uma careta?

— Me incomoda a forma em que ele falta com o respeito quando fala com você. Já sei que você podia dar um jeito nele, mas achei que precisava deixar bem claro as coisas para ele...

Aquilo era fruto de um surto de Emmett? Deixar claro o que? Eu estava vendo Emmett com ciúmes?

Eu estava louca. Nós dois estávamos loucos. Emmett vendo Sam numa posição que nunca alcançaria e eu tendo ilusões com Emmett e uma brecha de ciúmes.

— Olhe, trouxe um pouco de gelo.

Assim que aquela bolsa relou em meu joelho, algo acionou em meu interior. Aquela entrega, aquela sincera dedicação... Precisava me afastar daqueles olhos sedutores e obter ar puro.

— Obrigada.

Os olhos de Emmett me observavam com ternura, como se eu tivesse algum valor para ele. Quando tocou minha face para afastar uma mecha de cabelo, senti um calafrio dos pés a cabeça.

— Quando derreter, me avise e trarei outra bolsa.

De novo aquela sensação “me foda” nas curvas mais baixas do meu ventre. Mas agora com uma tranqüila sensação de intimidade que anteriormente não tinha estado ali.

Esperei que ele se afastasse alguns centímetros e respirei, voltando a segurar o ar, quando ele me olhou. Emmett, de alguma forma, não estava interessado em relacionar-se com a turma de sempre. Todos na piscina o chamavam, porém ele não se movia, nem mesmo quando as águas se tornaram infestadas dos seus artigos favoritos: piranhas de longa cabeleira loira à espreita de uma presa, ele se moveu.

Ok! Estava quase ficando roxa de tanto segurar a respiração temendo que ele falasse sobre nossa noite anterior e aquele fatídico experimento...

— FuncionouonovosoroqueinjetouontemànoitenoClyde?

Em uma única baforada, coloquei um tópico para discutirmos, mas o que encontrei foi novamente Emmett franzindo o cenho seguido de seu suspiro.

— Não e isso é uma merda, Rosalie. Precisamos testar novamente em mim. Acredito que sentindo os resultados, poderei documentar corretamente e ver onde podemos consertar.

— Não sei Emmett, pode ser perigoso. Sinto que está faltando algo a fórmula. Algo como um detalhe insignificante, porém vital... Mas...

Suspirei cobrindo meus olhos com meu braço. Merda! Havíamos perdido uma noite toda com Emmett injetado de potencializador e não inibidor.

O som de uns pés nus sobre o atalho de cimento anunciou que mais alguém chegava para me ajudar a me livrar da tentação em pessoa.

— Bom, bom, olhe estes dois, perdidos em seus pensamentos.

Edward Masen, mais conhecido como “O diretor” inclinou a cabeça para frente. Aquela juba, dourada e desgovernada, praticamente estendeu a mão para me cumprimentar...

— Como está esse braço?

— Bem, só um pouco dolorido.

Edward meteu as mãos no bolso da bermuda estampada que no mínimo sua esposa Bella havia lhe comprado na ultima viagem ao Havaí e passou a me observar mais atentamente. Embora ele parecesse relaxado, a expressão de seu rosto dizia justamente o contrário. Antes de tudo, ele era um homem de negócios e que com certeza, não estava nem um pouco contente em me ver “lesionada”.

— Bem. Não quero que este pequeno incidente interfira com a apresentação de resultados diante o conselho da próxima semana.

Senti alguns dedos percorrerem minha panturrilha e se instalarem com certa pressão em meu tornozelo: Emmett passava uma mensagem silenciosa, que para mim soava como um grito de socorro correspondido.

— Nada interferirá na apresentação.

Sua voz estava grossa e poderosa, fazendo com que uma descarga elétrica percorresse meu corpo e consequentemente, o fazendo sentir já que sua mão permanecia em minha perna.

Engoli aquele maldito nó em minha garganta, encarei Emmett e assenti. A força que encontrei nele me alimentou para todos os problemas que viriam em seguida.

— Verdade.

Edward apenas inclinou sua cabeça e me encarou, da mesma forma que o fez quando apresentei minha idéia inicialmente.

— Assim, deduzo por suas palavras que tudo segue segundo o plano?

Tentei soar natural, mas sabia que minha voz falharia... De um lado o anjinho gritando para que eu contasse aos dois homens ali presentes que nada estava segundo o plano e de outro o maldito filho de uma putana do diabinho que insistia em me levar a...

— Naturalmente. Eu e Emmett aqui temos trabalhado muito duro neste projeto.

“Duro” era a palavra chave. Embora reservasse apenas para futuras lembranças... Emmett duro e gostoso pronto para mim... Ai...

— Muito bom saber disso. Os dois sabem quão importante é essa fórmula para o centro. E se tudo sai segundo os planos, no próximo inverno poderão começar com os testes em humanos e a tão sonhada, liberação pelo FDA. Talvez aí invista no seu outro projeto Emmett, a nova revolução farmacêutica desenhada para garantir ereções prolongadas e orgasmos múltiplos.

Olhei para Emmett e o mesmo apenas assentiu a constatação do diretor.

Logo que apresentei meu projeto, sabia que estava concorrendo com Emmett, ambos tínhamos idéias referente a inibidor, potencializador e prolongador. A primeira e a segunda, eram as minhas idéias baseadas nos ataques sexuais e disfunções sexuais, enquanto Emmett só se interessa em prazer ad eterno.

— Sabe-se algo do arrombamento?

Emmett acabou levando o diretor para longe das muitas perguntas que ele com certeza ele tinha para fazer acerca do inibidor, e eu, fiquei mais que agradecida... Novamente.

—Seguimos trabalhando nisso. O detetive Mike acredita que foi alguém de dentro.

O diretor parou de falar no momento em que Isabella Mansen, a esposa mais que deslumbrante, chegou acariciando sua cintura esquecendo completamente que tanto eu quanto Emmett estávamos ali.

— Ao menos minha querida amiga Rosalie foi o suficientemente inteligente para guardar os arquivos fora do laboratório. — acrescentou Bella quando chegou.

Sim, Isabella e eu cursamos o mesmo colégio e a mesma faculdade, com a diferença que eu busquei um emprego e ela um marido. Meus pensamentos foram suprimidos quando aquele ser ao meu lado apertou meu tornozelo mais uma vez.

— Essa é minha garota. A mais brilhante do lugar.

A mais brilhante.

Não a mais sensual.

Ou a mais atraente.

Ou aquela que ele morria de vontade de levar para a cama, a que lhe arrancaria a roupa com os dentes e o ataria a cabeceira da cama para percorrer todo seu corpo com a língua até que… Deus santo!

— Vamos Ed, já conhece as regras: nada de falar de trabalho. E, além disso, Rose e Emm sabem trabalhar muito bem...

— Claro Bella... Mas não se esqueça Rosalie, espero um relatório antes da reunião com o comitê.

Minha mente dava voltas buscando respostas sobre o sorrisinho sarcástico que Bella mantinha na boca ao olhar para mim e Emmett mesmo enquanto seu marido me dava um ultimato.

— Como conseguiu um pit bull como ele encontrar a uma gatinha como ela?

— Ela caiu em sua frente em uma boate e desde então, é ele que está caído ao seu pé...

Um sorriso brincalhão apareceu nos lábios de Emmett.

— Só usando o potencializador para dar conta dela... É incrível o que essas substâncias podem fazer na gente.

E era isso que eu precisava para surtar de vez... Um animal pensando com a cabeça de baixo...

E se ele sabe que ontem só aconteceu por... Não! Rose, não!

— Sim, verdadeiramente incrível.

O barulho proveniente do meu estomago, me fez questionar o que passava pela minha cabeça. Teria ele trocado as provetas? Emmett sabia o que havia acontecido ontem?

— Tem fome?

Sem saber, Emmett me deu a desculpa perfeita para me livrar dele e conseguir colocar minha cabeça no eixo.

— Sim.

No mesmo momento em que Emmett ficou em pé, observei Alice que acabara de sair do vestiário já em um traje de banho amarelo que acentuava seu corpo. Aquela sua vozinha não abandonara minha cabeça e eu precisaria dela mais que nunca nesse momento.

— O de sempre? Um cachorro quente com mostarda?

—Sim, obrigado.

Tentei não pensar no porque emmett sabia qual era meu prato favorito, pois era mais que óbvio que nossa convivência no laboratório trazia conhecimento intimo obrigatório.

Assim como ele sabia minha comida favorita, eu ainda sabia a dele: loiras, peitudas e acéfalas.

Alice se deixou cair na espreguiçadeira me acordando novamente. Droga! Ando mais na fantasia do que na realidade, isso nunca me aconteceu antes...

— Como está seu namorado?

Mato minha assistente agora ou faço parecer uma acidente no laboratório e a transformo em um rato? Acho que a segunda opção é a melhor.

— Não é meu namorado.

— Bom ao menos você gostaria que fosse, não?

Acho que morte por afogamento também é uma ótima saída.

— Quantos anos tem? Doze?

— Atenção, chefe, índio às duas em ponto.

Levantei os olhos deparando com Sam caminhando em nossa direção. Ajustava os cabelos e tirava o excesso de água do corpo musculoso que de alguma maldita forma ele tentava exibir sempre que estava perto de Emmett. Como se pudesse competir.

— Seja boa, Alice. Não deveria pôr apelido às pessoas.

Antes que Sam chegasse até nós, Edward bloqueou seu passo e começou a falar com ele.

— Não é culpa minha que esse menino se comporte como um autêntico aborígene, seu olor é de puro perfume vencido. E por que demônios não corta esses cabelos? Parece um desses bonecos aos que, quando os rega, sai erva da cabeça.

— Alice, cale-se! Ele pode nos ouvir.

Segurei a risada ao máximo que pude ao visualizar aqueles malditos bonecos de grama na cabeça.

— Está certo.

— Certo o que?

— Sou um maldito ímã de insetos estranhos.

— Sabe que odeio te dizer “te disse”.

Agora fui incapaz de segurar a risada e acabei gargalhando. Claro que obtive uma série de olhares estranhos. O que? Agora a Princesa do Gelo não pode rir?

Mas meu sorriso se esvaiu no momento em que uma daquelas piranhas saía da piscina e se dirigia ao Emmett, que estava junto a churrasqueira. A expressão daquela mulher era mais falsa que uma nota de três reais, ou seja, a favorita dele.

Acompanhei todo o seu “modesto” rebolado e o momento em que ela torceu as longas madeixas aloiradas sobre seu peito, fazendo com que a água respingasse por seu colo, foi o suplicio para que Emmett a olhasse.

Tentei desviar meu olhar. Aquilo era demais para meu coração. Coração?

— Maldita piranha.

Não tenho direito de ter ciúmes, afinal somos companheiros de laboratório, nada mais. Sabia no que estava me metendo quando aceitou tomar parte daquele projeto. O acontecimento da noite anterior não tinha sido mais que um experimento, e não dois amantes trocando intimidades.

Era melhor me afastar de tudo, ou seria de todos mesmo?

— Tenho que me trocar.

— Corre! Sam está vindo e dessa vez não parece que aceitará um não para o milésimo pedido de encontro.

Assenti rapidamente e logo que sai em direção ao banheiro, tomei coragem de olhar: a piranha espreitava cada vez mais perto e parecia pronta para afundar seus dentes nele.

Algo ou alguém minúsculo ficou de pé na minha frente e, levou as mãos à cintura.

— Essa piranha está tentando caçar ao seu namorado?

— Repito que não é meu namorado, Alice.

— Sabe que só existe um lugar ideal para as piranhas.

— Nem pense Alice.

— Aguarde e verá!

Aquele ser de cabelos escuros e espinhados, pois se a caminhar, segundos depois todos ouviram o grito histérico da piranha segundos antes de cair na piscina.

— Perdoa, não tinha te visto.

Só Alice para me fazer sorrir daquela forma. Acabei sorrindo muito por saber que ela era uma boa amiga, boa não, ótima.

Estava na hora de tirar esse maldito uniforme e me refrescar na piscina.

— Não seria mais que outra qualquer na sua cama e sabe disso.

Virei a tempo de me encontrar cara a cara com Sam. Sorri mais por educação do que por outro motivo.

— O que disse?

— Que seria nada mais que outra em sua cama.

Alice tinha razão. Seu hálito cheirava a desodorante vencido e queijo gorgonzola. Precisava completá-la na próxima vez que descrevesse Sam.

— Agradeceria que não falasse assim de meu companheiro de laboratório.

—Talvez já sejam algo mais que isso.

Minha raiva explodiu de tal forma que antes que pudesse me controlar, já estava me defendendo, ou talvez defendesse Emmett de alguma forma.

— Não acredito que minha vida sentimental seja de sua incumbência.

— Sentimental? Isso é o que crê que seja?

O aroma de seu hálito me deixava enojada a cada segundo. Senti que ali mesmo vomitaria naquele crápula se não fechasse a maldita boca de bueiro.

Prestes a mandar ele comprar algum enxaguante bucal extra forte, ele não me deixou falar.

— Esse cara não tem nem ideia de como tratar a uma mulher.

Afastei o quanto pude de Sam sem parecer grosseira e procurei por Emmett, até vê-lo preparando o sanduiche que havia pedido. Sua mão estava como se acariciando meu lanche. Definitivamente estava claro que sabia sim, como tratar uma mulher.

O problema era que certamente tratava a muitas, mas isso agora, não era problema meu.

— Repito que agradeceria que não falasse assim de meu companheiro de laboratório.

Um passo, dois passos e Sam estava praticamente sobre mim.

— O que acha de nos encontrarmos esta noite, Rosalie? Você gostaria de ir a algum lugar? Ou talvez, pudéssemos ficar em casa. Poderia comprar comida chinesa e jantar em seu apartamento. Ou então poderia me preparar algo.

Encantador.

Que horror! Esse tipo estava se voltando mais atrevido por momentos. Menos mal que seu contrato de três meses estava a ponto de acabar e então o perderia definitivamente de vista. Se não fosse assim, talvez me visse obrigada a denunciá-lo por perseguição sexual.

Recolhi minha mochila do chão e a trouxe para o ombro do braço que não estava dolorido.

— Esta noite Emmett e eu temos trabalho. — Olhei para onde estava Emmett, quem, como se tivesse a capacidade de perceber minha angústia, devolveu meu olhar. Imediatamente ele arqueou uma sobrancelha e avançou um passo em direção a casa.

Ele pensava em vir me defender?

Consegui lhe retribuir o olhar deixando bem claro que a situação com Sam-bafo-de-bueiro estava sob controle.

— Parece bem para você amanhã?

Será que era incapaz de captar uma indireta? Ou inclusive um comentário direto?

—Também trabalharei.

—Gostaria de te ensinar como se deve tratar uma mulher. — Aquele ser teve o disparate de sussurrar quase contra minha nuca.

— Só para que fique claro, Sam. Sei muito bem como gosto que me tratem e quando quiser comer uma mulher, perguntarei a quem tem mais experiência, visto que você não tem a menor.

Não era a toa que meu apelido se remetia a gelo. A expressão fácil de Sam após minha suave dispensa era como um transatlantico frente a um iceberg. E não seria o iceberg a se dar mal...

Emmett POV

Com um cachorro quente coberto de mostarda em uma mão e um copo de limonada na outra, avancei para a casa, em busca de Rosalie. Tinha-a visto atravessar as portas envidraçadas que davam ao pátio não fazia muito, mas não a vi sair.

O que estaria fazendo?

Diferente do restante de mulheres que tinha ao meu redor, ela não era o tipo de garota que passaria horas arrumando-se.

Talvez estivesse escondendo-se de Sam.

Meus dentes rangeram e percebi o quanto travava a mandíbula, para aplcar a ira em meu interior.

Aquele bueiro estava a nem menos de cinco minutos sobre A mulher e meu sangue pulsava para acabar com a raça dele.

Utilizei o cotovelo, batendo na porta do lavabo.

— Rosalie, está aí?

Uma voz masculina afastou-me daquele e logo fui para outra parte da casa. Uma inspeção minuciosa do andar térreo tampouco deu resultados. Talvez tivesse ido ao lavabo do primeiro andar para trocar-se. Subi as escadas de dois em dois e avançou pelo comprido corredor do segundo andar.

A porta do lavabo estava aberta. Empurrei-a ligeiramente com a ponta do pé. Abri a boca para chamá-la, mas minha garganta me traiu.

Ali estava Rosalie, vestida unicamente com calcinhas de seda branca e um sutiã a jogo, inclinada sobre o lavabo e escrevendo algo em seu caderno com tanta dedicação que sequer tinha me ouvido. A cabeleira caía por um lado do rosto, como uma cascata, ocultando seu rosto.

Fui incapaz de emitir qualquer som. Enquanto o único que se manifestava era surdo, mudo e provavelmente mais duro que rocha.

Ainda era capaz de sentir sua beleza. Deus, a sentia tão próxima, consciente de sua respiração, de seus movimentos, de cada uma das sensuais curva de seu corpo. Os lábios secos esturricados eram a prova de que aquela mulher me levaria a um enfarto.

Santa Mãe de Deus!

O espaço restante no short tornava-se mínimo causando me dor enquanto conseguia me perder nas curvas do corpo de Rosalie.

Cada pequeno detalhe em sua postura me atraía irremediavelmente e me bombardeava com o desejo mais primitivo que jamais tinha experimentado.

Eu preciso dessa mulher.

A beira da loucura. Preciso acariciar aquela pele nua com os dedos, envolver seus peitos com minhas mãos e lamber os mamilos até fazê-la gritar de prazer. Finalmente minha boca se encheu de saliva ao recordar o sabor daquelas pérolas nacaradas e a forma em que se endureciam sob o inquieto toque de minha língua.

Talvez fosse melhor ter permanecido com a boca seca.

Tudo me dizia para tomá-la ali mesmo.

Ela é sua, só falta agarrar.

Até o último centímetro de meu corpo gritava que a possuísse. Deus, quanto desejava fazê-lo. Hoje. Amanhã. A próxima semana. Sempre.

Mas você é um Cullen, e nenhum Cullen fica com uma mulher por tanto tempo assim.

OH, Deus!

De repente, meu corpo passou a tremer incontrolavelmente.

Olhei-a fixamente, até que ela se mexeu me encarando. Seus olhos eram intensos, e as pestanas que os emolduravam, frondosas e escuras.

Finalmente, soube qual era a palavra exata: Impressionante.

— Emmett?

— Sim?

Ela tinha os olhos cheios de vida, e a língua que mergulhava entre os lábios umedecendo-os. Ela me convidava a agarrá-la e cumprir o jubilo de tê-la em minhas mãos.

— Acredito que encontrei a solução.

OI? Eu aqui pensando em... Deixa para lá!

— A solução a que?

— A fórmula. Acredito que já sei o que é o que nos falta.

E lá se foi toda a minha empolgação carnal, vontado-a para empolgação mental.

— Tá falando sério?

— Mostre-me.

Aproximei-me dela por detrás, deixando seu sanduíche e o copo de limonada no lavabo e enquanto observava olhou por cima do ombro da Rosalie.

— Quando esquentamos o composto ALD, a estrutura subcelular muda. Sendo que necessitamos que o ALD combine-se com os hormônios para conseguir uma maior estabilização, proponho que acrescentemos dois centímetros cúbicos dos PCs sintético ao soro para que o ALD possa manter sua estrutura. Minha hipótese é que a interação molecular produzirá o resultado que estivemos procurando.

Ela além de tudo era brilhante. Como não pude pensar nisso antes, era óbvio que a fórmula ficar mais estável assim. Essa mulher nunca deixa de me surpreender.

Nem de excitar.

— Rosalie, é brilhante.

Ela se contraiu ante a minha observação. Algo me dizia que Rosalie não fazia idéia de quanto sua inteligência era sexy para mim. Eu nunca conseguiria ficar com outra acéfala fútil depois de tê-la em meus braços.

— E como chegou a essa conclusão?

Ela mudou de posição e a doce curva de seu traseiro roçou sobre meu pau. Por Deus. Tomei consciência de quanto ainda estava duro por ela.

Nossos olhares se encontraram no espelho.

— Estava aqui me trocando…

Sua hesitação foi a prova necessária para que eu me inclinasse sobre ela, deixando que seu aroma tão quente, tão familiar, apoderar-se de todos os meu sentidos.

Tirei a caneta de sua mão, roçando a pele dos dedos enquanto a puxava para mim. Com o polegar sobre um dos extremos da caneta, comecei a brincar com o botão que acionava o mecanismo, comprimindo-o metodicamente, fazendo que a ponta saísse e entrasse, saísse e entrasse, imitando o movimento que não demoraria a praticar com ela.

Acabei por encerrando Rosalie contra o lavabo, numa tentantiva de enjaula-la. Aproximei a boca ao seu pescoço e inspirei. Raios. Um gemido escapou de minha garganta ao dar conta do aroma sensual e intenso que desprendia a sua pele.

— E?.

O corpo de Rosalie, cativo entre meus braços, pareceu perder força e sua voz tremeu.

— Pois… Estava olhando a partida de voleibol pela janela. Alguém salpicou água sobre o churrasco. Ao ver como se evaporava ao contato com o calor, minha mente começou a funcionar a todo vapor.

— Hummm! Adoro como funciona sua cabecinha.

Ela jogou a cabeça para trás em meu ombro. Seus olhos, sempre tão expressivos, obscureceram-se e pareciam cheios de um desejo urgente e animal. Nossa imagem refletida naquele ínfimo espelho do lavabo me deixou mais aceso que nunca.

Rosalie riu, com uma gargalhada íntima e sussurrante. Meu pau voltou a latejar.

— Sério?

— Sérissimo... Sua inteligência não deixa de me assombrar.

— Percebo.

Talvez fosse o fato dela simplesmente fechar a cara como se houvesse um limão em sua boca, ou talvez apenas pela bufada desproporcional que ela deu, Rosalie não compreendeu o que eu queria dizer.

— Não só me assombra, Rosalie.

— Não?

E lá estava aquele sorriso que eu sempre desejava pelas manhãs quando acabava colocando alguma brincadeira sobre sua mesa.

Ela me deixa louco como nenhuma outra mulher e para mostrar o que queria dizer, acabei roçando mais ainda meu pau em seu traseiro. Acredito que era uma mensagem silenciosa carregada de significado.

Rosalie POV

Puta que pariu.

Esta duro e latejante contra meu rabo. Não tinha a menor idéia que causava essas reações em Emmett.

Por mais que tentasse me controlar, minha respiração me entregava de bandeja para Emmett. Olhei para a porta do lavabo que seguia aberta. Como se lesse meus pensamentos, ele se afastou de mim e suavemente encostou a porta e a trancou.

Não tive tempo de pensar no significado e Emmett já me aprisionava contra o mármore da pia novamente.

— Agora ninguém poderá nos ver, preciosa... Posso fazer o que quiser contigo e ninguém tem por que saber.

Os olhos dele brilharam e tive a resposta que tinha estado esperando. Ele me desejava tanto quando eu o desejava.

Senti suas mãos subirem por meu corpo desejosamente e logo seu polegar roçava brandamente meus mamilos. Deus! Meu corpo parecia estar em ebulição e eu ainda não havia sido avisada.

Tive que me apoiar de todas as formas possíveis enquanto aquele ensandecido maravilhoso forçava contra meu traseiro. Meu Deus! Ele exalava tesão e meu corpo reconhecia como pertencente a mim.

— Pode chegar alguém...

— Alguém vai chegar, disso não cabe a menor duvida.

— Emm...

Minha voz saiu mais como gemido do que como a bronca que era minha intenção.

De repente, ele me prensou com mais força, exercendo ainda mais pressão sobre minha virilha. Os olhares se encontraram pelo espelho e só o que tive certeza foi que ali existia desejo.

Pela janela podíamos ouvir as vozes daqueles estranhos que ocupavam o jardim e desfrutavam de um dia de feriado escolar.

— Não te parece excitante aqui, no lavabo do diretor, com toda essa gente aí fora?

— Somos maus, Emmett.

Uma risada irrompeu de minha garganta no momento em que Emmett voltou a percorrer meu corpo seminu. A risada transformou-se em gemidos incontroláveis e fui tentando amenizar meus gemidos enquanto observava sua expressão pelo espelho. O coração pulsava de forma descontrolada. Senti que perdi a cabeça por momentos. Santo Deus, nunca antes tive que enfrentar sentimentos tão intensos como esses.

O ambiente estava cada vez mais carregado com o intenso aroma de excitação e eu já não sabia o que fazer para que aquilo se consumasse ou que, raios, Emmett me deixasse em paz.

— Muito maus, eu que o diga.

Senti sua mão afastando meu cabelo e a mesma contornando meu pescoço lentamente com a ponta dos dedos. Seria crime se não fosse pecado.

— Me diga Rose, não terá, por acaso, uma camisinha na mochila?

— Raios, não!

— Tudo bem preciosa, me ocorre muitas outras coisas que podemos fazer.

Os cubos de gelo que flutuavam na limonada se chocaram entre si. De repente, ao ouvir o som, percebi que os olhos de Emmett brilharam. Merda! Era o mesmo olhar de quando tinha uma “boa” idéia, mas agora, tive certeza que seria má, muito má.

Sem muitos olhares e pudores, fui virada contra seu peitoral. Cara a Cara pude ver em seus olhos o meu próprio reflexo. Que imagem, que desejo, que sensação maravilhosa.

Sua mãos afundaram em meus cabelos me inclinando a cabeça a um lado até que nossos lábios estivessem perto o suficiente para sentir seu hálito e deixar minha boca repleta de água.

— Como está o cotovelo?

— Hein? O que?

Tive tempo apenas de ver seu sorriso levemente torto. Filho de uma puta!

Dois podem jogar nesse jogo.

— Um pouco.

Minha voz entrecortada e minha respiração procurando se tranqüilizar foram suficientes para que tirasse ao menos aquele sorriso debochado.

— Sinto-me responsável por ter se machucado.

Sua voz parecia muito mais profunda. Mas ainda assim não consegui deixar de transparecer o ódio que me invadia por ele me torturar dessa forma.

— E faz bem. Foi você quem se atirou em cima.

— Então deveria ser eu a curar suas feridas com um beijo.

E percorreu meus lábios com o dedo polegar.

Tentei não ofegar, mas tornou-se impossível, conforme meus lábios se entreabriram em um convite. Traidores!

Assim que percebi, Emmett havia caído sobre mim como um predador. Seus lábios contornando os meus e sua língua me invadindo em pequenas lambidas. Acabei atraindo sua língua para a minha boca, exercendo algumas chupadas. Nossos gemidos se misturaram uma vez que ele passou a me acariciar.

Sutiã transpassado, não tive dúvidas em mergulhar minhas unhas em seu ombro, percorrendo seus flancos e introduzindo uma mão entre os dois para poder acariciar sua ereção.

Santo Deus!

Seu urro como um urso devia ter sido escutado por quase todo churrasco. Sem tempo para poder lhe calar, já que ele cobriu-me de beijos, consegui apenas amenizar os apertos que dava naquele pau latejante sob a sunga.

Emmett apenas me beijava por todo o rosto, pescoço e continuava descendo, até que sua mão repousou sobre o tecido fino da minha calcinha.

— OH, Emmett. O soro. Ontem à noite. Os efeitos secundários.

Mas ele pareceu não se importar. No segundo seguinte, Emmett estava de joelhos a minha frente enquanto ainda tentava respirar sem gemer.

Suas mãos acariciaram minhas pernas e ele puxou minha pela cintura com força, enquanto inalava o aroma de minha excitação.

Sua língua encostou sedutoramente em meu joelho e segurei o gemido entalado na minha garganta.

— Dói em algum outro lugar, Rosalie?

Arqueei contra seu corpo e deslizei as mãos sobre a pele de Emmett, afastando seu cabelo da face. O suor cobria sua face e unia nossos corpos como se só fosse um.

Fechei os olhos e me deixou levar por aquela maré de sensações.

— Diga onde dói para que possa te curar.

— Dói aqui. – E puxei meus seios os oferecendo como se fossem uma oferenda.

Eu estava fora de mim e o culpado era o olor de sexo que Emmett emitia. O feromônio mais potente da face da Terra, e eu estava a sua mercê.

Santo Deus!

Uma baforada de prazer percorreu meu corpo no momento em que Emmett agarrou minhas mãos e as tirou, enquanto com a boca procurava ansioso meu mamilo endurecido. Beijou-os e os acariciou com a língua.

— São tão bonitos…

— OH, Emmett.

Com um profundo gemido, ele voltou a cobrir um mamilo com famintas lambidas, a puxar com os dentes, a chupar, mordiscar e desfrutar até que nossos gemidos se uniram. Dirigiu então sua atenção ao outro peito, que recebeu a mesma cascata de beijos e carícias. Deus, como gostava da forma em que inchavam dentro de sua boca…

As ondulações de prazer me deixavam louca, precisei esfregar uma perna contra a outra tentando buscar algum roçar que me ajudasse. Foi um movimento discreto, mas mesmo assim não passou despercebido.

— Dói em algum outro lugar, Rosalie?

— Sim.

E minha respiração faltou no momento em que ele se afastou dos meus mamilos e novamente me segurou pela cintura.

— Toque-se, Rosalie. Mostre-me onde dói exatamente.

Sua voz soou como uma ordem e não consegui me conter. A traidora direita serpenteou pelo meu corpo indo se abrigar entre minhas pernas.

— Aqui, Emmett. Dói aqui.

— Quer que te cure com um beijo?

— OH, sim… Adoraria que me curasse com um beijo.

Emmett POV

Sabê-la tão excitada fez com que meu próprio corpo tremesse preso a uma doce agonia. Os músculos se esticaram, antecipando o orgasmo.

Deslizei os dedos sob o minúsculo triângulo da calcinha e a afastou para o lado, deixando seu sexo descoberto. Em seguida me inclinou e inalei seu aroma. A intensidade do desejo que sentia era como algo aterrador. Separei com as mãos os úmidos lábios do sexo de Rosalie para examiná-lo mais de perto.

— OH, sim, Rosalie, aqui também te dói. — Com uma suave carícia, deixei meu polegar escorregar sobre seu clitóris. — Está muito molhada…

— Por favor, faça com que desapareça a dor.

— Isso é o que penso fazer, preciosa.

Ajoelhei-me e deixei minhas mãos ajudarem ao caminho. Beijei com suavidade o doce montículo de seu sexo e logo abri caminho entre as dobras de pele com a língua. Rosalie estava cada vez mais molhada e eu, saboreava o delicioso líquido da paixão e imediatamente senti que ela estava a beira do abismo.

— Assim é melhor?

Ela abriu ainda mais as pernas me deixando chegar ainda mais fundo.

— Ainda não, CONTINUA…

Queria rir de sua necessidade, mas estava igual ou pior envolto em desejo. Beijei de novo, sua voz se apagou e deu lugar a um gemido que emergia do mais profundo de sua garganta.

A língua foi acompanhada por um dedo. Rosalie gemeu de novo, mais forte desta vez. De seu interior emanava um calor mais intenso por momentos, e logo ela estava mastigando meu dedo.

— Rosalie, está tão molhada… Tem ideia de como me deixa?

— É você que me põe assim.

Não segurei minha vontade de possui-la e logo introduzi outro dedo nela e o fiz girar para empapar-se com seus sucos. Com cada nova carícia, ela parecia mais e mais excitada.

— Assim está bom, Rosalie? Isto te alivia a dor?

— OH, Meu Deus. — murmurou ela, enquanto dava pequenas batidas com minha língua sobre aquele clitóris inchado e pronto para estourar.

— Ainda dói, Rosalie?

— Sim.

— Então talvez esteja fazendo mal. Acho que não sou bom com isso...

Rosalie afundou os dedos em meu cabelo e, segurando-o com força, atraiu sua boca para ela.

— Não, Emmett, está fazendo muito bem. Cada vez me dói menos, mas não pare, por favor.

Com movimentos precisos, continuei penetrando-a com o dedo, enquanto com o polegar desenhava espirais sobre o clitóris. Rosalie arqueou o corpo para frente e respondi trocando o ritmo e acariciando o ponto G até que ela começou a convulsionar entre meus braços. Exatamente antes que chegasse ao orgasmo, retirei o dedo e estendeu a cremosa essência sobre o clitóris com uma suave massagem.

— Emmett… não… por favor.

— Talvez necessite um pouco de gelo.

— OH, Deus.

Sem deixar de olhá-la aos olhos, agarrei o fino elástico das calcinhas e o rompi com um rápido movimento.

Rosalie suspirou, e eu peguei o copo de limonada dando um gole. Logo coloquei os dedos no frio líquido para recolher um cubinho de gelo e finalmente deixei o copo de plástico de novo onde estava.

— Alguma vez utilizou o gelo para baixar o inchaço, Rosalie?

Quem cala consente. Perfeito. Queria ser o primeiro mesmo. E se parava para pensar, desejava ser o primeiro em muitas outras coisas que tivessem a ver com aquela deliciosa mulher.

— Vejamos se isto te ajuda.

Seu arrepio inicial foi a segurança de que estava no caminho certo. Deslizei o cubinho pelo ventre e seguiu para cima. Nossos olhares se encontraram a meio caminho. Descrevi um espiral sobre os peitos, cada vez menores, até acariciar a fina pele dos mamilos com o gelo. Em questão de segundos, este começou a evaporar-se.

Rosalie começou a tremer violentamente.

— Acredito que não funciona, Emmett. Dói mais.

Suas mãos percorreram o corpo quente até se instalar no meu paraíso. Fui obrigado a lhe dar um suave açoite e separar-lhe as pernas novamente.

— Talvez não esteja se tocando no lugar certo.

Sua boca estava entreaberta deixando que seu hálito me inebriasse. Assim que ela percebeu meu próximo movimento, olhou-me com os olhos totalmente abertos.

Afundei a boca na úmida calidez que dali brotava e acariciei o clitóris com o cubinho de gelo. A pele de Rosalie tremeu embaixo daquela doce tortura. Enquanto brincava com aquela pérola inflamada, explorei a abertura de seu sexo com os dedos, levando-a cada vez mais perto do limite do êxtase, mas sem permitir que se precipitasse nele.

Ela começou a arranhar minhas costas. De sua garganta brotou um grito selvagem e seu corpo tremeu insaciável contra a minha boca.

— Estou tão perto… Por favor, preciso gozar.

Quando o frio gelo se converteu em água, substitui-o pela língua e introduzi outro dedo. Ardia a boca. Rosalie acariciou meus músculos e logo fechou as pernas, acariciando meu rosto com a suave pele de suas coxas.

Então introduzi um terceiro dedo e ela me sugou.

— Quer outro mais?

— Sim… — murmurou ela como resposta.

Tinha chegado o momento de acabar com aquela doce tortura, assim converti as pequenas e rápidas carícias em lambidas largas e luxuriosas e introduzi o terceiro dedo até o fundo. A sensação era deliciosa. Lentamente, comecei a mover os dedos, primeiro dentro e logo fora. Rosalie começou a tremer e a mover-se, a pressionar seu corpo contra minha boca, a marcar o ritmo das investidas, cada vez mais dentro.

— Emmett… — Sussurrou meu nome e afundou os dedos em meu cabelo, enquanto não deixava de tremer.

Quando senti que se aproximava o orgasmo, gemi de pura satisfação. Era impossível não me sentir mais homem em ter essa mulher entregue aos meus dedos.

— Assim, Rosalie. Se deixe levar, goza para mim.

— Eu… — Aquela única palavra dizia tudo.

— Sei, preciosa… Sei.

O suave líquido da paixão gotejou até cair na minha boca faminta por ela. Um segundo mais tarde, um profundo suspiro de satisfação percorreu o reduzido cômodo.

Deus era tão incrivelmente sensual… Rosalie sucumbiu ao desejo e se deixou levar pelo orgasmo… Era uma cena que simplesmente despertava uma ternura que nunca havia sentido.

Eu a protegerei de mim mesmo.

Logo fiquei de pé, segurando seu rosto entre as mãos e cravei meus olhos nos dela, profundos e saciados. Logo a beijei.

— Mmm.

Ela respirou profundamente e logo descansou a cabeça sobre o meu peito. Enquanto a abraçava, tive que lutar com valentia contra minha própria ereção.

Deus estava tão excitado que com um par de carícias o problema estaria resolvido.

Rosalie jogou o quadril para frente e se chocou contra meu pau.

ca – ra – lho.

Encontrei os olhos daquela malandra. A luxuria dominava-a completamente.

— Tenho sede.

E logo suas mãos espalmaram meu peitoral e pegaram o copo de limonada.

— Rosalie?

Por Deus! Não ouse!

— Humm?

Rosalie POV

Eu já o tinha advertido. Onde joga um, jogam ambos.

— Por seu aspecto diria que talvez tenha feito mal ao te lançar à primeira base. Também parece um pouco dolorido. Acredito que deveríamos aplicar um pouco de gelo na ferida.

Seus olhos brilharam de excitação. Inclinei-me para sua boca e o beijei lentamente, enquanto com as mãos acariciava o pau, duro como uma pedra.

Um segundo mais tarde me afastei e logo ajoelhei entre suas pernas. Sem deixar de olhá-lo nos olhos, puxei o traje de banho até descê-lo à altura dos tornozelos.

— É tão bonito.

Emmett tentou engolir algo que estava em sua garganta, pois o gemido pareceu-me um arranhar de unhas de gato.

— OH, sim, acredito que aqui é onde te dói.

Enquanto o tomei em minhas mãos apenas para lhe acariciar, Emmett não emitiu sequer um suspiro.

— Acredito que o Não-Tão-Pequeno-Emmett vai precisar de cuidados especiais se quisermos acabar com este tipo de dor.

E logo acariciei a cabeça do seu pau que latejava em minha mão.

— PORRA!

O corpo de Emmett se esticou e logo um jato de porra saiu disparado para cima.

Maldição! Eu o fiz gozar com uma lambida!

— Rosalie, está me matando. Mal posso me manter em pé.

Ela sorriu.

— Então será melhor que se segure em algo, já que está longe de terminar.

Não esperei suas premissas de que já havia gozado e todo o mais que cerca uma ejaculação. Eu queria mais, muito mais e sabia que ele podia me oferecer.

Passeia minhas mãos com delicadeza sobre suas pernas e deixei suas bolas entre meus dedos.

— Aqui também dói, Emmett?

— Deus, sim.

Então o senhor Sedutor também sabia gemer e sussurrar por prazer. Bom! Muito bom!

Com um sorriso nos lábios, voltei a lhe oferecer a calidez de minha boca. Logo senti suas mãos agarrando meus cabelos e me movimentando com pressa e força.

— Rosalie, não acredito que possa aguentar.

Tomei Emmett na boca mais uma vez usando seu próprio liquido como calda do mais precioso picolé. Intensifiquei meus gemidos de doces para eróticos, provocando-lhe um tremor. Ele inclinou o corpo para frente, estocando ainda mais em minha boca, enquanto eu continuava a massagear seu testículo.

Emmett deixou cair a cabeça para trás e grunhiu como um animal selvagem. E logo sua porra me engasgava.

Espesso, forte e doce. O mais puro néctar que já havia provado. Descansei minha cabeça em suas coxas por alguns minutos, enquanto ele se recuperava de dois orgasmos tão seguidos.

Logo senti duas mãos em meus braços e rapidamente estávamos cara a cara. Minha maldita boca traidora se converteu em um sorriso frágil e doce. Emmett ergueu uma mão e eu tremi no momento em que ele afastou uma mecha dos meus cabelos e juntou nossas bocas.

Emmett POV

Enquanto a olhava fixamente aos olhos, senti um amontoado de emoções. Estar com ela e lhe fazer amor só com a boca e as mãos tinha sido suficiente para apagar a lembrança de qualquer outra mulher.

Pouco a pouco se fez a luz. Pela primeira vez em minha vida, uma mulher havia coagido em seu coração e tinha me feito sentir-se de uma forma totalmente distinta.

Será? Talvez não fosse outro Cullen falho de coração. Talvez fosse diferente do resto dos homens de sua família.

Abracei-a com mais força, desejando tê-la entre meus braços um momento mais. Talvez muitos momentos, horas, dias, semanas, meses, anos...

Ruídos fortes e portas batendo me acordaram do torpor que Rosalie me causava.

— Rosalie.

— Sim? — respondeu ela, com voz preguiçosa.

— Vem alguém.

— Não passamos já por isso?

Deslizei meus dedos sob seu queixo e levantei seu rosto até que nossos olhos se encontraram. Em seguida, com um gesto da cabeça, assinalei para a porta.

— Não, Rosalie, sério, vem alguém.

Surpreendida, Rosalie olhou novamente para a porta e depois para mim.

O ruído de passos foi se aproximando até parar do outro lado da porta.

Fodeu!

Civilizadamente, coloquei meu corpo em frente ao de Rose. Se entrasse ali, não teria dúvidas em dizer que eu a assediei. Defenderia a honra de Rosalie com meu sangue se necessário fosse.

Ao canto vi sua mochila.

— Rápido, se vista.

Sussurrei enquanto vestia novamente minha sunga e bermuda. Recolhi o que sobrava de suas roupas intimas e passava com certo pesar para que ela guardasse.

TOC! TOC!

Rosalie pôs um dedo sobre meus lábios. Assenti rapidamente com a cabeça.

— Há alguém aí fora? — perguntou ela em voz alta.

— Rosalie, é você?

Isabella.

— Estou me trocando. O lavabo de baixo estava ocupado.

— Não se preocupe carinho. Edward me pediu que te buscasse, quer saber se tomará parte de sua equipe para as próximas provas na piscina.

— Claro, desço em um segundo.

— Viu ao Emmett?

— Não!

— Certo. Se o vir, diga que Ed também o quer em sua equipe.

— Direi.

— Vejo-a lá embaixo.

Consegui respirar um pouco ao escutar seus passos se distanciando da porta. Rosalie começou a vestir o biquíni negro e eu comecei a me perder novamente em seu corpo.

— Ah, e Emmett?

— Eu?

Como um burro que sou respondi automaticamente ao ouvir meu nome.

— Merda.

Sussurrei enquanto me dava um tapa na cabeça enquanto Rosalie só balançava sua cabeça negativamente. Isabella do outro lado da porta começou a gargalhar.

— A próxima vez talvez, devessem pensar em fechar a janela.

— A janela! Caralho!

Antes que algum dos dois tivesse tempo de responder, Isabella continuou.

— Não se preocupem, sou a única que estava sentada exatamente debaixo da janela, assim também sou a única que ouviu sua… humm… investigação.

Rosalie terminou de vestir-se e colocou o uniforme de beisebol na mochila.

— Será melhor que saiamos daqui antes que alguém mais se interesse por nossa investigação.

Definitivamente eu era um idiota. Rosalie me olhava inexpressiva.

Eu e minha boca grande!

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